O executivo explicou que a transformação deve acontecer em etapas
O avanço da inteligência artificial pode transformar radicalmente o mercado de trabalho nos próximos anos, principalmente nas funções administrativas. A avaliação é de Martín Escobari, copresidente da General Atlantic, um dos maiores fundos de investimentos do mundo.
O executivo afirmou que até 80% das atividades exercidas por profissionais de escritório poderão ser realizadas por inteligência artificial no futuro.
Segundo Escobari, a mudança não ocorrerá de forma imediata, mas será inevitável à medida que as empresas adotarem novas tecnologias e automatizarem processos internos.
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“Nós acreditamos que 80% do trabalho das pessoas do colarinho-branco pode ser feito pela IA”, afirmou.
O executivo explicou que a transformação deve acontecer em etapas. A primeira envolve o uso da inteligência artificial para melhorar resultados financeiros e produtividade. Depois, as empresas passam a estruturar dados e capacitar equipes para trabalhar com as novas ferramentas. Por fim, surgem novos modelos de negócios totalmente baseados em IA.
Escobari também rebateu críticas sobre uma possível bolha financeiraenvolvendo a inteligência artificial. Segundo ele, o cenário atual é sustentado pelos investimentos bilionários feitos por gigantes da tecnologia como Apple, Google e Meta.
De acordo com o executivo, os investimentos em IA nos Estados Unidos representam atualmente cerca de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB), percentual inferior ao impacto econômico causado pela expansão das ferrovias no país no século XIX.
Escobari citou ainda o crescimento da Anthropic, startup apoiada pela General Atlantic, que teria saltado de US$ 1 bilhão para US$ 44 bilhões em receita anual em um curto período.
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Para ele, apesar da euforia do mercado, a revolução da inteligência artificial já é uma realidade e deve alterar profundamente a dinâmica das empresas e das profissões nos próximos anos.