Descoberta revela mundo extremo e amplia entendimento sobre diversidade planetária
Um planeta localizado a cerca de 35 anos-luz da Terra pode abrigar um gigantesco oceano de magma em seu interior, rico em enxofre. A hipótese foi apresentada em um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido.
O exoplaneta L 98-59 d tem aproximadamente 1,6 vez o tamanho da Terra e orbita uma estrela do tipo anã vermelha. De acordo com os cientistas, suas características incomuns seriam resultado de um manto de silicato em estado líquido semelhante à lava que formaria um imenso oceano de magma abaixo da superfície.
Esse ambiente extremo funcionaria como um reservatório natural de enxofre, capaz de armazenar o elemento por bilhões de anos. A análise foi feita com base em dados obtidos por telescópios, aliados a modelos computacionais avançados que simulam a estrutura interna do planeta.
Veja também

Rios voadores: a umidade que mantém o clima do brasil
Denunciantes revelam como Facebook, Instagram e Tiktok priorizaram engajamento sobre segurança
Os pesquisadores estimam que o planeta tenha se formado há cerca de 5 bilhões de anos e mantenha um interior extremamente quente até hoje. Segundo o autor principal do estudo, Harrison Nicholls, apesar das condições hostis, o achado é relevante para a ciência.
“Embora esse mundo provavelmente não possa sustentar vida, ele demonstra o quão variados podem ser os planetas fora do nosso Sistema Solar”, destacou.
O estudo também aponta que a radiação ultravioleta emitida pela estrela pode desencadear reações químicas na atmosfera, produzindo gases como dióxido de enxofre. Ao mesmo tempo, o magma no interior atuaria como regulador dessas substâncias.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
Essa combinação entre atmosfera ativa e estrutura interna intensa torna o planeta um caso único, desafiando as classificações tradicionais já conhecidas pela astronomia.