Tempestade geomagnética severa fez auroras boreais surgirem longe dos polos e acendeu alertas técnicos mundo afora; veja imagens
Uma forte ejeção de massa coronal (grande nuvem de partículas lançada pelo Sol) atingiu o campo magnético da Terra na segunda-feira (19). O impacto provocou uma tempestade geomagnética severa, classificada como G4, um dos níveis mais altos dessa escala.
A explosão solar responsável foi de classe X1.9, a mais intensa, e levou apenas um dia para cruzar os cerca de 147 milhões de quilômetros que separam o Sol do nosso planeta.
O efeito mais visível foi no céu. Auroras boreais apareceram em regiões onde isso quase nunca acontece, como o norte de Portugal e áreas no sul dos Estados Unidos. Além do espetáculo, o evento acendeu alertas: tempestades desse tipo podem interferir em satélites, sistemas de GPS e até redes de energia elétrica.
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Essa tempestade foi considerada a mais forte desde 2003. Ela também alcançou o nível S4 de radiação solar, outro patamar elevado. Esses episódios acontecem quando a energia acumulada em manchas solares é liberada de uma vez, lançando plasma e partículas carregadas pelo espaço. Neste caso, a nuvem chegou à Terra com uma orientação que facilitou a entrada dessa energia no campo magnético do planeta, como se tivesse “encaixado” nele.
Aurores boréales sur la côte de granit rose - 20 janvier 2026#auroresboreales #bretagne pic.twitter.com/xeOsws6MmF
— Mathieu Rivrin - Photographies (@mathieurivrin) January 20, 2026
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Em Portugal, as auroras foram registradas em cidades como Bragança, Vila Pouca de Aguiar e Grândola, algo extremamente raro no país, segundo o Euronews. Houve relatos semelhantes em lugares distantes entre si, como Alemanha, Hungria, China e Canadá. As luzes no céu apareceram em tons de verde, vermelho e magenta e puderam ser vistas em latitudes muito baixas para esse tipo de fenômeno, longe das regiões polares.