Xi Jinping e Lula: parceria entre Brasil e China
As exportações brasileiras para a China alcançaram um novo recorde no primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, as vendas para o principal parceiro comercial do Brasil somaram US$ 58,3 bilhões, alta de 22% em comparação com o mesmo período de 2025, impulsionadas principalmente pelo petróleo bruto e pela carne bovina.
As importações de produtos chineses também cresceram 8%, totalizando US$ 38,5 bilhões, puxadas pela forte demanda por veículos eletrificados. Com isso, o Brasil registrou um superávit de US$ 19,8 bilhões no comércio com a China, valor que representa quase metade de todo o saldo positivo da balança comercial brasileira no período.
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Soja, minério de ferro e petróleo continuam liderando as exportações para o mercado chinês, respondendo por 76,5% das vendas. O petróleo foi o principal destaque, com crescimento de 62% em valor, impulsionado pela alta dos preços internacionais e pelos impactos do conflito no Oriente Médio sobre o abastecimento global. Atualmente, a China compra 54% de todo o petróleo exportado pelo Brasil.
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A evolução das exportações
As exportações de carne bovina também dispararam 50%, somando US$ 4,8 bilhões no semestre. Apesar do desempenho recorde, especialistas avaliam que o ritmo pode diminuir na segunda metade do ano devido ao aumento das tarifas de importação após o esgotamento da cota anual estabelecida pela China.
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A lista de produtos vendidos
Já as vendas de carne de frango cresceram 43%, refletindo a retomada das compras chinesas após o fim das restrições impostas em 2025 por causa de um caso isolado de gripe aviária no Brasil.
No fluxo inverso, os veículos eletrificados lideraram as importações brasileiras. As compras de carros elétricos quadruplicaram, enquanto as de híbridos plug-in dobraram. Os modelos eletrificados já representam 15% de todas as importações vindas da China.
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A lista de produtos comprados
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Segundo o Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), o aumento nas importações ocorreu porque empresas anteciparam embarques antes da elevação do imposto de importação sobre veículos eletrificados, que passou de 25% para 35% neste mês. A expectativa é de uma desaceleração nas compras ao longo do segundo semestre, com o início da produção local de montadoras chinesas no Brasil.