Em junho, a União Europeia retirou o Brasil da lista de países considerados aptos a cumprir as regras do bloco para o controle do uso de antimicrobianos na produção animal
Exportadoras brasileiras de carne afirmam que o país pode ter dificuldades para cumprir as novas regras da União Europeia sobre o uso de antimicrobianos na pecuária. As exigências entram em vigor em setembro e podem comprometer as vendas de carne bovina, frango e outros produtos de origem animal para o bloco europeu.
As normas europeias proíbem a importação de carnes provenientes de animais que tenham recebido antimicrobianos para estimular o crescimento ou aumentar a produtividade, além de vetarem o uso de medicamentos considerados essenciais para tratamentos em humanos. Segundo a Comissão Europeia, o Brasil ainda não apresentou garantias suficientes de que toda a cadeia produtiva atende a essas exigências.
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Representantes do setor afirmam que adaptar completamente o sistema brasileiro às novas regras em curto prazo será um desafio. Eles defendem que o país já possui um rígido controle sanitário e alertam que mudanças na legislação podem elevar custos de produção, aumentar a burocracia e afetar produtores que nem sequer exportam para a Europa.
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O governo brasileiro segue negociando com a União Europeia para tentar reverter ou adiar a aplicação das novas exigências. Caso não haja acordo, as restrições podem afetar parte das exportações brasileiras para o mercado europeu a partir de setembro, embora outros destinos internacionais permaneçam abertos aos produtos nacionais.