Palácio do Planalto disse que repudia a taxa, afirmou que vai acionar instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade e criticou a família do ex-presidente Jair Bolsonaro
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou nesta quinta-feira (16) com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para avaliar os impactos da nova tarifa de 25% anunciada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e discutir os próximos passos do governo diante da decisão de Washington.
A medida norte-americana, que entra em vigor a partir de 22 de julho, foi anunciada pelo governo de Donald Trump após uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR). Segundo Washington, a decisão está relacionada a supostas práticas comerciais consideradas prejudiciais aos interesses americanos.
Durante a conversa com o chanceler, Lula recebeu informações sobre o alcance da tarifa e os possíveis efeitos para setores da economia brasileira. O governo brasileiro avalia alternativas diplomáticas e medidas de resposta, incluindo a possibilidade de aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica contra produtos americanos.
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Em nota divulgada após o anúncio da tarifa, o governo brasileiro classificou a decisão dos Estados Unidos como injustificada e afirmou que a medida representa um retrocesso nas relações comerciais entre os dois países. Lula também afirmou que o Brasil continuará defendendo seus interesses e buscando o diálogo.
Apesar da sobretaxa atingir uma ampla lista de produtos, alguns itens importantes ficaram fora da cobrança, como petróleo, café, carne bovina e aeronaves. O governo brasileiro agora analisa quais setores poderão ser mais afetados e quais medidas poderão ser adotadas para reduzir os impactos econômicos.
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A disputa comercial ocorre em meio a uma escalada de tensão entre Brasília e Washington, com divergências envolvendo temas como o sistema de pagamentos Pix, regulação de plataformas digitais e outras questões citadas pelo governo americano durante a investigação.