Ministro defendeu o trabalho honesto dos juízes e afirmou que a demolição das instituições virou método de atuação política
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Edson Fachin, defendeu nesta terça-feira (18) o trabalho dos magistrados brasileiros e afirmou que a categoria atua com “honestidade”, lisura e produtividade. A declaração ocorreu durante o lançamento de uma cartilha sobre a remuneração de juízes e desembargadores.
Fachin afirmou que é necessário “separar o joio do trigo” ao discutir os chamados penduricalhos, benefícios e verbas adicionais recebidos por integrantes do Judiciário. Segundo o ministro, o sistema está aberto ao escrutínio público e à correção de eventuais distorções.
Durante o discurso, o presidente do CNJ também criticou o que classificou como uma forma de “populismo” que atua pela erosão das instituições. Para Fachin, problemas complexos acabam sendo simplificados e exceções são apresentadas como se representassem todo o Poder Judiciário.
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O ministro ressaltou que a crítica ao Judiciário é legítima, mas afirmou que não pode ser transformada em campanhas sistemáticas de descredibilização. A declaração ocorre em meio ao debate eleitoral de 2026, no qual candidatos têm apresentado críticas e propostas de mudanças na atuação do Supremo.
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Fachin afirmou ainda que o Judiciário tem adotado medidas para ampliar a transparência dos pagamentos e controlar remunerações acima do teto constitucional. Segundo ele, mecanismos de controle já estão sendo implementados e o objetivo é garantir que os valores pagos aos magistrados sejam devidamente apresentados e fiscalizados.