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Falso médico é preso após atender pacientes graves e usar registro de outro profissional no Rio de Janeiro e cobrar até R$ 1 mil por consulta
Foto: Marcelo Theobald

Levantamento com dados do Conselho Nacional de Justiça aponta que, de 2020 até junho de 2026, 2.428 casos de exercício ilegal da medicina

Um homem de 42 anos foi preso suspeito de se passar por médico e atender pacientes com problemas graves de saúde em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Diogo dos Santos Serpa teria utilizado o registro profissional de outro médico para realizar atendimentos e chegou a prescrever medicamentos, solicitar exames e fazer encaminhamentos.

 

Segundo a investigação, o suspeito acompanhava pelo menos uma criança de 10 anos, diagnosticada com um tumor cerebral maligno, desde outubro do ano passado. Ele teria realizado ao menos seis visitas à paciente, cobrando entre R$ 700 e R$ 1 mil por atendimento.

 

A prisão ocorreu há uma semana, durante um atendimento. De acordo com a Polícia Civil, Serpa estava usando crachá e receituário com o nome de outro profissional de saúde.

 

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A mãe da criança afirmou ter desconfiado do homem durante os atendimentos. Segundo ela, o suspeito demonstrava dificuldades para manipular equipamentos e não apresentava segurança ao prescrever medicamentos.

 

Além da menina, outro paciente, um homem de 71 anos com Parkinson, hidrocefalia e autismo, também teria sido atendido pelo suspeito. O caso foi denunciado à Polícia Civil.

 

O caso levantou questionamentos sobre os mecanismos de controle utilizados para impedir que pessoas sem habilitação exerçam ilegalmente a Medicina.

 

Dados do Conselho Nacional de Justiça apontam que, entre 2020 e junho de 2026, 2.428 casos relacionados ao exercício ilegal da medicina, odontologia e farmácia chegaram ao Judiciário. No Rio de Janeiro, foram registrados 302 processos no período.

 

A investigação também apura suspeitas envolvendo médicos estrangeiros que estariam realizando procedimentos em unidades de saúde no Rio sem autorização para exercer a profissão no Brasil. O caso é investigado pela Polícia Civil, com participação do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) e da Vigilância Sanitária.

 

O Cremerj reforça que empresas responsáveis pela contratação de profissionais devem conferir os registros e a documentação antes de permitir que médicos atendam pacientes.

 

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As autoridades orientam que pessoas que suspeitem de falsos profissionais procurem a polícia e os órgãos responsáveis pela fiscalização da atividade médica. 

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