A família do brasileiro Matheus Silveira, detido pelo ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos), aguarda explicações sobre a demora para a extradição dele ao Brasil. Segundo familiares, Matheus já possuía autorização para deixar o país, mas permanece preso desde novembro do ano passado.
Nesta semana, o jovem foi transferido para um centro de detenção migratória no estado da Louisiana. De acordo com a família, nem mesmo a advogada responsável pelo caso tem recebido informações claras das autoridades norte-americanas sobre os motivos da manutenção da prisão ou sobre uma possível data de liberação.
“O tratamento é horroroso, desumano. Ele fica lá perdido. A alimentação é péssima e insuficiente, e a família precisa pagar pela comida. As ligações são muito caras, não dá para manter contato frequente. O combinado era que ele fosse transferido para um centro próximo ao aeroporto e, dois dias depois, embarcasse para o Brasil”, relatou a mãe de Matheus, Luciana Santos de Paula.
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Matheus vive nos Estados Unidos desde 2019 e, em 2024, casou-se com a americana Hanna Silveira, que é militar e advogada. Ele foi preso por agentes do ICE logo após concluir a última etapa do processo para obtenção do green card. Já detido, desistiu do pedido de visto permanente e solicitou a saída voluntária do país, que até o momento não foi efetivada.
“Não era para ele estar passando por isso. O juiz determinou a saída dele dos Estados Unidos. Se eles não querem ele lá, por que continuam mantendo ele preso? É muito cruel. A gente não entende e ninguém nos dá uma explicação”, desabafou a mãe.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores informou que presta assistência consular ao brasileiro e acompanha o caso junto às autoridades norte-americanas, além de manter contato com a família.
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A situação de Matheus reacende o debate sobre as condições de detenção em centros migratórios nos Estados Unidos e a demora em processos de deportação e saída voluntária, frequentemente alvo de críticas por parte de organizações de direitos humanos.