Glaidson Acácio dos Santos, mais conhecido como Faraó dos Bitcoins.
A aparição de Glaidson Acácio dos Santos, conhecido como o Faraó dos Bitcoins, durante um depoimento exibido pelo “Fantástico”, da TV Globo, neste domingo (6), chamou a atenção nas redes sociais. Preso há cerca de cinco anos, o empresário apareceu visivelmente mais magro, o que provocou uma série de especulações na internet.
Entre os comentários publicados por internautas estão teorias sobre possível uso de medicamentos para emagrecimento, mudanças na alimentação e até depressão durante o período em que está preso. Nenhuma dessas hipóteses, porém, foi confirmada oficialmente.
Glaidson foi ouvido no processo em que será julgado, ao lado da esposa, Mirelis Yoseline Diaz Zerpa, por acusações relacionadas a crimes contra o sistema financeiro. Segundo as autoridades, o esquema envolvendo a GAS Consultoria teria movimentado mais de R$ 38 bilhões e deixado cerca de 77 mil pessoas entre possíveis vítimas.
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Durante o depoimento, o empresário falou sobre sua atuação no mercado de criptomoedas e chegou a se definir como uma “baleia”, termo utilizado para identificar investidores que possuem grandes quantidades de determinado ativo e que, em algumas situações, podem influenciar os preços.
Segundo Glaidson, investidores com grandes volumes de criptomoedas podem atuar em conjunto para provocar movimentos de alta ou queda no mercado.
O empresário é acusado de comandar, por meio da GAS Consultoria, um esquema que, segundo o Ministério Público, funcionava como uma pirâmide financeira disfarçada de investimento em criptomoedas.
A empresa teria atraído milhares de clientes com a promessa de ganhos considerados elevados. Na Justiça, credores cobram quase R$ 3 bilhões.
Durante o depoimento, Glaidson explicou parte da forma como os recursos eram movimentados. Ele afirmou que os contratos eram individuais e relatou que funcionários da empresa viajavam até São Paulo, inclusive de helicóptero, para transportar dinheiro em espécie de clientes.
Além do processo financeiro, Glaidson também é acusado de envolvimento em crimes violentos. Ele é suspeito de ter ordenado assassinatos de concorrentes em Cabo Frio, na Região dos Lagos, onde a empresa mantinha sua sede.
Mirelis, por sua vez, não foi presa junto com o marido em 2021. Ela deixou o Brasil e passou a viver nos Estados Unidos. Três anos depois, foi detida pelas autoridades migratórias americanas e posteriormente deportada.
Durante seu depoimento, Mirelis negou ter administrado a carteira de clientes da empresa. Segundo ela, sua função era estudar o mercado de criptomoedas para buscar formas de aumentar os ganhos.
Um dos principais mistérios envolvendo o caso está relacionado ao patrimônio em criptomoedas que ainda pode estar sob custódia das autoridades.
Uma criptomoeda pode ser armazenada em dispositivos sem conexão com a internet, conhecidos como cold wallets, ou carteiras frias. O acesso depende de uma senha.
Segundo Glaidson, uma dessas carteiras está guardada em um cofre da Polícia Federal e teria recursos suficientes para pagar os cerca de 77 mil credores.
O problema é que o empresário afirmou não lembrar, naquele momento, da senha de acesso ao dispositivo.
“De cabeça, eu não sei”, declarou durante o depoimento.
O caso segue em andamento na Justiça. A defesa de Glaidson afirma que ele é inocente e sustenta que a interrupção dos pagamentos realizados pela GAS Consultoria ocorreu em razão de uma ordem judicial.
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Enquanto o processo entra em sua fase final, a mudança na aparência do empresário continua chamando a atenção do público e alimentando especulações nas redes sociais. Até o momento, não há confirmação oficial sobre o motivo de sua perda de peso.