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Farinha de grilo vira ''novo whey'', tem alto valor nutricional, mas ainda não é regulamentada no Brasil
Foto: Reprodução

Rica em aminoácidos essenciais e com potencial sustentável, a farinha de insetos já é estudada para enriquecer alimentos, mas enfrenta desafios de aceitação, alergias e falta de regulamentação no país

A farinha de grilo, produto proteico feito a partir de insetos, está sendo apontada como uma possível alternativa ao whey protein no Brasil, segundo reportagem publicada nesta quarta-feira (16). O alimento é rico em proteínas e tem sido estudado como opção sustentável para a alimentação humana, mas ainda não possui regulamentação específica para consumo no país.

 

O produto é obtido a partir da moagem de grilos criados em ambientes controlados e passa por processos de secagem e transformação em pó. A proposta é que ele seja utilizado de forma semelhante a suplementos proteicos tradicionais, podendo ser misturado a shakes, barras e outras preparações.

 

Do ponto de vista nutricional, pesquisas indicam que os insetos podem ter alta concentração de proteína e boa qualidade de aminoácidos, chegando a níveis comparáveis a outras fontes animais em determinadas espécies. Além disso, especialistas destacam o potencial ambiental da produção, já que a criação de insetos tende a exigir menos água, terra e emitir menos gases de efeito estufa em comparação à pecuária convencional.

 

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Apesar disso, o principal obstáculo no Brasil é regulatório. Não há normas claras da Anvisa para o consumo humano de insetos como alimento, o que impede a comercialização em larga escala. Hoje, o uso é mais comum em pesquisas acadêmicas e testes industriais.

 

De repulsa a promessa nutricional: proteína de grilo avança na ciência, mas ainda esbarra em barreiras no Brasil — Foto: Igor Alisson - Inova Unicamp

Foto: Igor Alisson - Inova Unicamp

 

Outro ponto levantado por especialistas é a barreira cultural. Mesmo com vantagens nutricionais e ambientais, a aceitação do consumidor brasileiro ainda é baixa quando o produto aparece na forma “visível”, o que explica a estratégia de transformar o grilo em farinha, sem aparência do inseto no produto final.

 

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Pesquisadores defendem que, caso haja regulamentação no futuro, o mercado de proteínas alternativas pode crescer, impulsionado por demandas de sustentabilidade e busca por novas fontes alimentares. 

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