Após eleger seu sucessor e abrir mão de disputar o Senado, Fátima Bezerra é cotada para assumir um ministério no governo Lula
A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), passou a ser mencionada nos bastidores políticos como possível integrante do próximo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Entre as possibilidades discutidas está o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, que reúne ações federais voltadas à infraestrutura, ao desenvolvimento regional e à redução das desigualdades.
A especulação ganhou força após a definição do cenário político para o próximo mandato presidencial. Aliada de Lula, Fátima construiu uma relação próxima com o presidente e participou ativamente da campanha petista no Rio Grande do Norte. Apesar das conversas sobre seu futuro, não há confirmação oficial de convite para assumir uma pasta no governo federal.
Questionada sobre a possibilidade durante entrevista à TV Ponta Negra, a governadora afirmou que não está pensando em ocupar um ministério neste momento. Fátima disse que pretende tirar alguns dias de descanso após encerrar o mandato e, depois, continuar exercendo sua militância política, atividade que faz parte de sua trajetória no Partido dos Trabalhadores.
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A eventual ida para Brasília também teria consequências políticas no Rio Grande do Norte, já que Fátima deixará o comando do Executivo estadual ao final do período de governo. A governadora tem defendido a continuidade de projetos de infraestrutura, abastecimento de água e saúde, além da manutenção da parceria com o governo federal para viabilizar investimentos no estado.
A possibilidade de integrar a equipe de Lula, entretanto, permanece no campo das especulações. Fátima não confirmou ter recebido convite e afirmou que, por enquanto, sua prioridade não é discutir cargos no próximo governo. Uma eventual nomeação dependerá de conversas futuras e de uma decisão oficial do presidente.
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Enquanto isso, a governadora sinaliza que pretende continuar atuando politicamente mesmo depois de deixar o cargo. A definição sobre seu próximo passo deverá ocorrer após o encerramento do mandato, em meio às articulações para a composição da nova equipe ministerial de Lula.