Dados apontam que o país possui cerca de 30 milhões de animais abandonados
A chegada das férias de julho acende um alerta para o aumento dos casos de abandono de animais no Brasil. O período, ao lado do mês de dezembro, concentra um dos maiores índices desse tipo de ocorrência, segundo organizações de proteção animal. O tema também ganha destaque durante a campanha Julho Dourado, voltada à conscientização sobre a saúde e o bem-estar dos animais.
Dados apontam que o país possui cerca de 30 milhões de animais abandonados, sendo aproximadamente 20 milhões de cães e 10 milhões de gatos. O levantamento indica ainda que, para cada animal adotado, outros dois são deixados nas ruas, cenário que provoca superlotação nos abrigos e aumento na demanda por resgates.
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De acordo com o advogado especializado em Direito Animal, Leandro Petraglia, dificuldades para viajar com os pets e mudanças de residência estão entre os principais fatores que contribuem para o crescimento dos abandonos durante as férias. No entanto, ele ressalta que nenhuma dessas situações justifica a prática.
O abandono de animais é considerado uma forma de maus-tratos e configura crime previsto na Lei de Crimes Ambientais. Nos casos envolvendo cães e gatos, a pena pode chegar a cinco anos de prisão, além de multa e outras sanções previstas em lei.
Além do sofrimento causado aos animais, o abandono também representa um problema de saúde pública. Animais sem vacinação ou castração podem favorecer a disseminação de zoonoses, aumentar a população de animais em situação de rua e elevar a demanda por serviços públicos de resgate e atendimento veterinário.
Especialistas orientam que, ao presenciar um caso de abandono em flagrante, a população acione imediatamente a Polícia Militar pelo telefone 190. Situações já ocorridas ou recorrentes também podem ser denunciadas em delegacias especializadas ou por meio dos canais de proteção animal. Fotos, vídeos, testemunhas e laudos veterinários podem auxiliar nas investigações.
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Para ampliar o combate ao abandono, defensores da causa animal apontam a necessidade de políticas públicas permanentes, como programas gratuitos de castração, identificação eletrônica por microchip, ampliação da rede de hospitais veterinários públicos e fortalecimento dos serviços de proteção animal.