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Fictor deve R$ 3 milhões para bordel e ex-preso por tráfico de drogas
Foto: Reproduçao

Holding em recuperação judicial deve R$ 4,2 bilhões e tem mais de 13 mil nomes na lista apresentada à Justiça

A holding financeira Fictor, que entrou com pedido de recuperação judicial no início de fevereiro, revelou uma lista de credores que chama atenção pela diversidade de perfis. Entre os mais de 13 mil nomes apresentados à Justiça estão um tradicional bordel da zona leste de São Paulo e um homem que já cumpriu pena por tráfico de drogas no interior paulista.

 

A empresa acumula dívida declarada de R$ 4,2 bilhões e passou a ser investigada pela Polícia Federal (PF) por suspeitas de fraude relacionadas à tentativa de compra do Banco Master.

 

Entre os credores está o Caster Club, casa noturna localizada na avenida João XXIII, na zona leste da capital paulista. O estabelecimento, que funciona desde a década de 1980, aparece na lista com crédito de R$ 1 milhão a receber da Fictor.

 

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O local opera como casa de shows e entretenimento adulto, com bar, restaurante, hotel anexo e cobrança de entrada consumível. De acordo com a reportagem, funcionários do estabelecimento afirmaram não ter informações detalhadas sobre o investimento na holding e orientaram que o contato fosse feito posteriormente. Até o momento, não houve retorno.

 

Outro nome na lista é o de Roger Machado, que já foi preso em flagrante por tráfico de drogas em 2006, em Campinas. Na época, ele foi detido com porções de cocaína no Terminal Central da cidade. Segundo ele, teria sido vítima de armação.

 

Machado figura como credor de R$ 2,4 milhões como pessoa física e R$ 100 mil por meio de uma microempresa individual (MEI) registrada em seu endereço, na periferia de Campinas.

 

Além do episódio por tráfico, ele também foi detido em outras ocasiões, como por dirigir sob efeito de álcool e por desobedecer a bloqueio policial quando era considerado foragido por descumprir condições do regime aberto.

 

O investidor afirma que o valor aplicado na Fictor é resultado de suas atividades empresariais. Segundo ele, atua como comerciante, possui restaurante e imóveis para locação.

 

A maior parte dos credores da Fictor é formada por sócios participantes que adquiriram cotas por meio de Sociedade em Conta de Participação (SCP). Embora essa modalidade seja comum em negócios privados, especialmente no setor imobiliário, há ações judiciais que questionam a forma como a empresa teria comercializado essas cotas no varejo, como se fossem produtos de investimento.

 

Algumas empresas listadas negaram serem credoras. É o caso da American Express, que aparecia como a maior credora na relação inicial, com R$ 891,3 milhões. Diante das inconsistências, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) determinou que a Fictor apresente uma nova lista de credores, com prazo final nesta sexta-feira (13/2).

 

O economista Dieslyn Santos, responsável por vender uma das cotas a Roger Machado, também aparece na lista, com R$ 24 mil a receber. Ele afirmou que trabalhava na sede da empresa, em São Paulo, e que não era responsável por investigar antecedentes criminais dos clientes.

 

Segundo o economista, a operação parecia regular à época. Ele relatou que participava de eventos para captação de investidores e que conheceu Machado em um encontro social entre amigos.

 

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Procurada por meio de seus advogados, a Fictor não se manifestou até a publicação da reportagem. O espaço permanece aberto para posicionamento. 

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