Lara de Oliveira, de 17 anos, estava no local quando a mãe foi atingida pelos disparos
A filha da manicure Silvani Paulino, de 36 anos, morta a tiros dentro do salão onde trabalhava, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, relatou os momentos de desespero após o crime. Lara de Oliveira, de 17 anos, estava no estabelecimento quando o companheiro da mãe entrou no local e efetuou os disparos.
Silvani foi assassinada na noite de segunda-feira (17), no bairro Funcionários. Segundo Lara, o homem apagou a iluminação externa do salão, entrou usando uma balaclava preta e atirou contra a manicure. Depois dos disparos, ele fugiu.
“Ele apagou a luz de fora que tem no salão, mas dentro tem duas lamparinas em cima da mesa dela que iluminam o salão todo. Mesmo assim, dava para ver tudo. Ele entrou, abriu a porta e falou ‘bu’. Estava com a cara tampada, de balaclava preta. Aí ele chegou e deu um tanto de tiro nela. Ela caiu e ele correu. Eu já liguei para a polícia, liguei para todo mundo, me desesperei e saí”, contou a adolescente.
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O companheiro de Silvani, de 37 anos, foi localizado e preso pela Polícia Militar na tarde desta terça-feira (18).
Emocionada, Lara descreveu a mãe como uma mulher trabalhadora e afirmou que as duas eram muito próximas.
“Minha mãe era uma mulher muito guerreira, batalhadora. Trabalhava muito para dar do bom e do melhor para a gente. Era minha melhor amiga. Tudo que eu precisava, podia contar com ela. Meus irmãos também”, desabafou.
Segundo a adolescente, Silvani já havia manifestado a intenção de terminar o relacionamento. Lara afirmou que chegou a aconselhar a mãe a se separar, mas ela teria demonstrado preocupação com os impactos da decisão sobre a família.
“Eu falei várias vezes para ela se separar dele, mas ela sempre ficava com medo, porque não queria separar a família também”, disse.
Lara afirmou ainda que nunca presenciou agressões físicas contra a mãe, mas relatou que o homem não dava suporte à família e que Silvani estava cansada da situação.
“Ele nunca deu suporte de nada para a gente aqui dentro de casa. Eu nunca ganhei nada dele. Nada que eu precisasse, era ela que me dava. Tudo que eu podia, que eu precisava, eu podia contar só com ela. Nada dele, tanto eu, meus irmãos, ela também. E ela já estava cansada disso. Ela estava indo atrás do divórcio e ele não aceitava”, relatou.
A adolescente também afirmou que a casa onde a família vivia pertencia à mãe.
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A Polícia Civil investiga a motivação do assassinato e as circunstâncias do crime.