Wilson Feitosa, da Europa Filmes afirma que levar agora às salas obra que narra vida de Bolsonaro não seria estratégico
A distribuidora Europa Filmes decidiu adiar para depois das eleições de 2026 o lançamento de “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A produção, que chegou a ter estreia prevista para setembro, não deverá chegar aos cinemas durante o período da campanha eleitoral.
Segundo o diretor-geral da empresa, Wilson Feitosa, a decisão levou em consideração o risco de o filme entrar no centro da disputa política e provocar embates durante a corrida presidencial. A preocupação também envolve possíveis questionamentos e ações na Justiça relacionados ao lançamento da obra em pleno período eleitoral.
Feitosa citou ainda a experiência da distribuidora com “Lula, o Filho do Brasil”, lançado em 2010, também durante um ano de eleição. De acordo com ele, a repercussão política daquela produção serviu como alerta para evitar que “Dark Horse” seja lançado em meio à disputa deste ano.
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O filme retrata a trajetória de Jair Bolsonaro e tem o ator Jim Caviezel no papel do ex-presidente. A produção também se tornou alvo de controvérsias envolvendo seu financiamento. Mensagens reveladas durante as investigações indicaram que o senador Flávio Bolsonaro teria pedido recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para ajudar a bancar o longa. O caso passou a ser analisado pelas autoridades.
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Com a mudança, a Europa Filmes pretende deixar a estreia para depois do primeiro turno das eleições, evitando que a produção seja utilizada como munição política durante a campanha. O adiamento ocorre justamente em um momento em que o filme voltou ao centro das discussões eleitorais e das investigações envolvendo seus recursos.