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Financiamento climático avança, mas ainda está longe do necessário para conter o aquecimento global
Foto: Divulgação

Relatório aponta que os investimentos cresceram pouco em 2024 e permanecem insuficientes diante dos desafios impostos pela crise climática.

Os investimentos globais destinados ao combate às mudanças climáticas ultrapassaram, pela primeira vez, a marca de US$ 2 trilhões em 2024. Apesar do recorde, especialistas alertam que o montante ainda está muito abaixo do necessário para enfrentar os impactos do aquecimento global e acelerar a transição para uma economia de baixo carbono.

 

De acordo com um relatório da Iniciativa de Política Climática (CPI), o financiamento climático alcançou US$ 2,1 trilhões no último ano, registrando crescimento de apenas 2% em relação a 2023. O avanço é considerado insuficiente diante da necessidade de ampliar significativamente os investimentos nos próximos anos.

 

Segundo a entidade, os recursos destinados à transição energética, à redução das emissões de gases de efeito estufa e à adaptação aos eventos climáticos extremos precisariam crescer em ritmo muito mais acelerado para atender às metas globais. A estimativa é de que os investimentos anuais cheguem a US$ 7,8 trilhões até 2030 e atinjam cerca de US$ 9 trilhões entre 2031 e 2035.


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O cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas e incertezas econômicas, tem dificultado o avanço dessa agenda. Em diversos países, governos vêm priorizando gastos com defesa e segurança energética, ampliando investimentos na exploração de combustíveis fósseis em vez de acelerar projetos voltados à descarbonização.

 

Embora a maior parte dos recursos tenha sido direcionada para iniciativas de energia limpa, o financiamento continua sendo sustentado principalmente pelo setor privado, responsável por aproximadamente US$ 1,2 trilhão. Já os investimentos públicos somaram US$ 763 bilhões, mas apenas uma pequena parcela foi destinada a apoiar projetos em países em desenvolvimento.

 

Esse cenário reforça as dificuldades enfrentadas pelas nações mais vulneráveis, que dependem de apoio financeiro internacional para fortalecer ações de adaptação às mudanças climáticas e reduzir os impactos de eventos extremos.

 

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A questão do financiamento climático segue como um dos principais entraves nas negociações internacionais sobre o tema e deve voltar ao centro dos debates na próxima Conferência das Nações Unidas sobre o Clima (COP), prevista para ocorrer no fim deste ano, na Turquia. Especialistas avaliam que, sem um compromisso maior das economias mais desenvolvidas, os avanços nas metas climáticas continuarão limitados. 

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