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Fiocruz e Stanford estudam impactos das cesarianas na saúde de mães e bebês
Foto: Ilustrativa | Pixabay

A iniciativa também vai analisar casos de morbidade materna grave e desigualdades no acesso aos serviços de saúde nos dois países

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Universidade Stanford, dos Estados Unidos, ampliaram uma parceria científica para investigar os impactos das altas taxas de cesarianas na saúde de mulheres e recém-nascidos. A iniciativa também vai analisar casos de morbidade materna grave e desigualdades no acesso aos serviços de saúde nos dois países.

 

A cooperação foi fortalecida durante visita das pesquisadoras Maria do Carmo Leal e Ana Paula Esteves-Pereira, da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), à instituição norte-americana. O objetivo é compartilhar experiências sobre saúde materna e perinatal e avaliar estratégias que contribuíram para a redução das taxas de cesariana na Califórnia.

 

Segundo os pesquisadores, o elevado número de cesarianas realizadas no Brasil desperta interesse internacional e torna o país um importante campo de estudo para compreender os efeitos desse tipo de parto sobre mães e bebês.

 

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A parceria prevê a análise de dados da pesquisa Nascer no Brasil 2, além de estudos conduzidos por Stanford. Também estão previstos intercâmbio de pesquisadores, desenvolvimento de projetos conjuntos e produção de artigos científicos.

 

Entre os temas centrais da pesquisa está a realização de cesarianas antes do início do trabalho de parto, especialmente em gestações de baixo risco. Especialistas alertam que o procedimento, quando realizado sem indicação clínica, pode aumentar o risco de complicações para mães e recém-nascidos.

 

De acordo com Maria do Carmo Leal, o Brasil está entre os países com maiores taxas de cesarianas do mundo. Entre os possíveis impactos do excesso de cirurgias estão maior risco de parto prematuro, dificuldades respiratórias nos bebês, necessidade de internação neonatal e complicações maternas graves.

 

Os pesquisadores também pretendem avaliar fatores como desigualdades raciais, sociais e diferenças entre os sistemas público e privado de saúde. A expectativa é que os resultados contribuam para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas à melhoria da assistência materna e neonatal.

 

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A parceria entre Fiocruz e Stanford foi iniciada em 2024 e deve resultar em estudos de maior alcance sobre saúde da mulher e do recém-nascido nos próximos anos.

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