A fisioterapeuta Raquel Furquim revela como manter uma rotina de exercícios de força e equilíbrio para garantir autonomia ao envelhecer
Manter uma rotina de exercícios físicos é uma das estratégias mais importantes para preservar a independência durante o envelhecimento. Segundo a fisioterapeuta Raquel Furquim, a perda gradual de força muscular, equilíbrio, mobilidade e resistência pode dificultar tarefas simples do dia a dia, como levantar da cadeira, subir escadas ou caminhar por longos períodos. A especialista ressalta que nunca é tarde para começar a se movimentar e que até pessoas mais idosas podem recuperar parte da capacidade funcional com acompanhamento adequado.
Entre os exercícios mais recomendados está o treinamento de força, considerado essencial para manter a autonomia. Movimentos como levantar e sentar de uma cadeira, agachamentos adaptados, subir degraus e exercícios com pesos leves ou faixas elásticas ajudam a fortalecer os músculos utilizados nas atividades cotidianas e reduzem o risco de perda de independência.
Outro ponto importante é o treino de equilíbrio, que trabalha a estabilidade do corpo em diferentes situações, como permanecer apoiado em uma perna, mudar de direção e simular movimentos comuns do cotidiano. A fisioterapeuta também recomenda investir em exercícios de mobilidade, voltados para ampliar os movimentos de tornozelos, quadris, coluna e ombros, fundamentais para vestir-se, alcançar objetos e caminhar com segurança.
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O quarto grupo de atividades inclui os exercícios aeróbicos, como caminhada e bicicleta, que melhoram o condicionamento físico e aumentam a resistência para enfrentar as tarefas diárias sem excesso de fadiga. Segundo Raquel Furquim, o ideal é que os treinos sejam progressivos e adaptados às necessidades de cada pessoa, sempre respeitando seus limites físicos.

Foto: Reprodução
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A especialista alerta ainda que alguns sinais podem indicar perda de autonomia, como dificuldade para levantar da cadeira sem apoio, tropeços frequentes, necessidade de se apoiar em móveis ou medo de realizar atividades por receio de cair. Nesses casos, o acompanhamento profissional é recomendado para recuperar força, confiança e qualidade de vida, reduzindo também o risco de quedas, uma das principais causas de acidentes graves entre idosos.