Ginasta brasileira voltou a disputar os quatro aparelhos, ajudou a seleção no Mundial de Roterdã e garantiu vaga na final do individual geral.
A ginasta brasileira Flávia Saraiva, de 27 anos, comentou os desafios de continuar competindo em alto nível durante o Mundial de Ginástica Artística, realizado em Roterdã, na Holanda. Medalhista olímpica, a atleta voltou a disputar os quatro aparelhos em uma grande competição e assumiu papel fundamental no desempenho da seleção brasileira.
Flávia destacou que, apesar da aparência jovem, a idade e o desgaste físico tornam a preparação mais exigente. Em seu quarto ciclo olímpico, a ginasta ressaltou a importância de adaptar os treinamentos e administrar as condições físicas para continuar contribuindo com a equipe.
Durante a competição, a brasileira participou das provas de salto, barras assimétricas, trave e solo. Com Rebeca Andrade competindo apenas em dois aparelhos, Flávia assumiu maior responsabilidade na pontuação coletiva e se tornou uma das principais referências da equipe nacional.
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Na fase classificatória, a ginasta somou 53,566 pontos, contribuindo para o total de 159,131 alcançado pelo Brasil. Já na final por equipes, foi a única brasileira a competir nos quatro aparelhos e conquistou 52,999 pontos, de um total de 159,730 registrado pela seleção.
O desempenho ganhou ainda mais destaque porque Flávia enfrentou um desconforto muscular na coxa esquerda desde o aquecimento para o treino de pódio. Por causa do problema, precisou reduzir a dificuldade de algumas apresentações, especialmente no salto e no solo, para evitar maiores riscos físicos.

Foto: Reprodução
Mesmo com as limitações, a atleta garantiu classificação para a final do individual geral pela sexta vez na carreira. A disputa reúne as 24 ginastas mais bem colocadas na soma dos quatro aparelhos. Flávia também avançou à decisão da trave, após terminar a fase classificatória na terceira posição.
A brasileira reconheceu que ainda existem pontos a melhorar em suas apresentações, principalmente nas barras assimétricas e no solo. Além dos resultados individuais, destacou a importância de compartilhar sua experiência com as atletas mais jovens e contribuir para o desenvolvimento da equipe.
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Aos 27 anos, Flávia está entre as competidoras mais experientes da final do individual geral, cuja média de idade é de aproximadamente 21 anos. Com uma trajetória marcada por participações olímpicas e conquistas internacionais, a ginasta segue como uma das principais representantes do Brasil na modalidade.