Em encontro com ministro de El Salvador, candidato do PL também apresentou proposta alternativa para o fim da escala 6x1.
O senador e candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, se reuniu neste domingo (30), em São Paulo, com Gustavo Villatoro, ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador, integrante do governo de Nayib Bukele.
Após o encontro, realizado em um hotel no Centro da capital paulista, Flávio elogiou as políticas de segurança adotadas pelo governo salvadorenho e afirmou que pretende utilizar referências semelhantes em uma eventual gestão no Brasil.
O senador defendeu uma política de encarceramento mais rígida e afirmou que o país deveria ampliar o número de pessoas presas.
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“Tem pouco preso no Brasil, tinha que ter mais. Só não tem mais porque a legislação é frouxa”, declarou.
Flávio também afirmou que pretende criar mais de 500 mil vagas no sistema prisional e aumentar as penas para crimes como furto de celular e comércio ilegal.
REFERÊNCIA A EL SALVADOR
Durante a declaração, Flávio destacou o modelo de segurança implementado pelo governo Bukele e disse que a experiência do país pode servir de inspiração para mudanças no Brasil.
Segundo o candidato, o encontro reforçou a necessidade de eleger uma base de deputados e senadores alinhada ao eventual governo para aprovar mudanças na legislação.
“Foi uma reunião que nos inspira bastante para que possamos implementar um plano muito eficaz, firme, para defender os cidadãos e as vítimas”, afirmou.
Flávio participou da reunião acompanhado do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) e do senador Sergio Moro (PL).
CANDIDATO APRESENTA PROPOSTA PARA ESCALA 6X1
Após o encontro, Flávio também comentou a proposta que prevê mudanças na atual escala de trabalho 6x1, tema que deve avançar no Senado.
O candidato não confirmou apoio ao texto defendido pelo governo federal e afirmou que pretende trabalhar por uma alternativa que, segundo ele, dê maior liberdade aos trabalhadores para definir sua jornada.
A proposta apresentada por Flávio prevê que empregados possam escolher a quantidade de dias e horas trabalhadas, mantendo os direitos trabalhistas e recebendo de acordo com as horas cumpridas.
Ele citou, como exemplo, mulheres que precisam conciliar o trabalho com os cuidados dos filhos e que poderiam optar por jornadas menores.
“Temos que dar liberdade para o trabalhador com todos os seus direitos garantidos”, afirmou.
OPOSIÇÃO TENTA ADIAR VOTAÇÃO
A campanha de Flávio Bolsonaro pretende evitar que a proposta de mudança da escala 6x1 e a PEC da Segurança Pública sejam votadas imediatamente no Senado.
Aliados do candidato avaliam que duas medidas têm chances de aprovação caso cheguem ao plenário e defendem que assuntos dessa dimensão sejam discutidos com mais profundidade, especialmente durante o período eleitoral.
A estratégia da oposição é cobrar o cumprimento das regras regimentais do Senado, incluindo o intervalo mínimo previsto entre votações de primeiro e segundo turno de propostas de emenda à Constituição.
Apesar da tentativa de adiamento, senadores avaliam que há ambiente favorável para a análise das duas PECs.
GOVERNO APOIA FIM DA ESCALA 6X1
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem defendido publicamente a aprovação da proposta que prevê o fim da escala 6x1 sem redução salarial.
O governo trabalha para avançar com outras pautas no Congresso, incluindo medidas relacionadas à chamada taxa das blusinhas e à exploração de terras raras no país.
Relator da proposta sobre a escala 6x1 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o senador Omar Aziz (PSD-AM) afirmou que pretende apresentar parecer favorável e acelerar a tramitação da matéria na próxima semana.
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A expectativa é que o texto seja analisado tanto pela CCJ quanto pelo plenário do Senado.