Senador, a esposa e as duas filhas chegaram ao país em um jatinho particular que saiu da Argentina e fez parada no Equador. O voo não cruzou o espaço aéreo brasileiro
O senador Flávio Bolsonaro (PL) entrou nos Estados Unidos utilizando um passaporte diplomático brasileiro que havia sido cancelado pela Polícia Federal (PF), segundo registros migratórios consultados por veículos de imprensa. A entrada ocorreu em Miami, na Flórida, na manhã desta quarta-feira (28), após o parlamentar deixar o Brasil e passar por outros países.
De acordo com as informações divulgadas, o sistema da agência americana de controle de fronteiras, a U.S. Customs and Border Protection (CBP), registrou a entrada do senador com um número de documento correspondente ao seu passaporte diplomático. O registro chamou a atenção porque o documento já havia sido cancelado pelas autoridades brasileiras.
A medida de cancelamento ocorreu após uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que Flávio entregasse seus passaportes dentro do prazo estabelecido pela Justiça. Como os documentos não foram entregues, a Polícia Federal realizou o cancelamento do passaporte comum e do diplomático emitidos pelo Brasil.
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Antes de chegar aos Estados Unidos, Flávio passou pela Argentina, onde teria utilizado um passaporte italiano para ingressar no país vizinho. Segundo informações das autoridades migratórias argentinas, ele estava acompanhado da esposa, Fernanda Bolsonaro, e das duas filhas. O grupo embarcou posteriormente em um voo privado com destino informado ao Equador, antes de seguir para Miami.
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Fotos: Reprodução
O passaporte diplomático brasileiro havia sido emitido em fevereiro de 2023 e tinha validade prevista até julho de 2027. Entretanto, a decisão judicial determinou o cancelamento antes do fim desse prazo. A existência de uma data de validade no documento não impede que ele seja invalidado por determinação das autoridades competentes.
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A Polícia Federal informou que investiga as circunstâncias do descumprimento da ordem judicial e ressaltou que a saída do senador não o torna automaticamente foragido nem autoriza, por si só, sua prisão. Até o momento, as informações divulgadas sobre o uso do documento nos Estados Unidos se baseiam nos registros migratórios consultados pela imprensa, e não há confirmação pública de eventual medida adotada pelas autoridades americanas em relação ao episódio.