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Flávio Bolsonaro pede aos EUA suspensão de tarifa e defende sanções direcionadas a autoridades brasileiras
Foto: Divulgação

Senador propõe que medidas dos Estados Unidos sejam voltadas a indivíduos, e não à economia brasileira, para evitar impactos sobre empresas e trabalhadores.

O senador Flávio Bolsonaro encaminhou um documento ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) propondo que o governo norte-americano substitua tarifas comerciais contra o Brasil por sanções direcionadas a autoridades que, segundo ele, seriam responsáveis por problemas institucionais no país.

 

No texto enviado nesta quarta-feira (1º), o parlamentar não cita nomes específicos como alvo das possíveis medidas, mas menciona o caso do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, lembrando que ele foi alvo de sanções previstas na Lei Global Magnitsky em 2025.

 

Segundo Flávio Bolsonaro, quando as divergências envolvem a atuação de autoridades públicas, os Estados Unidos deveriam adotar mecanismos direcionados, em vez de impor tarifas comerciais que afetem toda a economia brasileira.

 

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Entre as alternativas sugeridas pelo senador estão a aplicação da Lei Global Magnitsky, restrições de vistos para autoridades e seus familiares, impedimentos de entrada em território americano por razões de política externa e sanções financeiras direcionadas, voltadas exclusivamente aos indivíduos envolvidos.

 

No documento, o parlamentar também solicita que os Estados Unidos suspendam por 180 dias a proposta de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros e defende a abertura imediata de negociações bilaterais entre os dois países.

 

Flávio argumenta que a adoção de tarifas comerciais pode produzir efeito contrário ao esperado, fortalecendo politicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao permitir que o governo utilize as medidas como discurso político em ano eleitoral.

 

De acordo com o senador, uma retaliação econômica ampla acaba atingindo empresas, trabalhadores e setores produtivos brasileiros, além de, na avaliação dele, prejudicar também interesses comerciais dos próprios Estados Unidos.

 

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A proposta de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros foi anunciada pelo USTR em junho. O governo norte-americano justificou a medida com base na Seção 301 da legislação comercial dos Estados Unidos, alegando a existência de práticas comerciais consideradas desleais por parte do Brasil. 

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