Mensagem no X fazia referência ao atentado da campanha presidencial que elegeu Bolsonaro e levou o paramentar a acionar a Polícia do Senado
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) registrou neste sábado um boletim de ocorrência na Polícia do Senado Federal após identificar uma postagem em rede social que sugere que ele sofra um ataque semelhante à facada sofrida por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, durante a campanha eleitoral de 2018.
De acordo com o registro policial, a publicação foi feita na plataforma X (antigo Twitter) por um usuário identificado como @MarcosB51733320. Na mensagem, o perfil escreveu: “QM mandou eu não sei. Mas quem quiser me pagar pro Flávio sofrer o mesmo...”.
Segundo o boletim de ocorrência, o senador decidiu formalizar a denúncia por considerar que o conteúdo representa uma ameaça à sua integridade física. O caso foi registrado pela Secretaria de Polícia do Senado como ameaça com conotação política, enquadrada no artigo 147 do Código Penal.
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O documento aponta como suposto autor da postagem Marcos da Cunha Magalhães, de 40 anos, morador de Brasília.
De acordo com o relato incluído no boletim, a mensagem considerada ameaçadora foi publicada em resposta a uma postagem do perfil @FiorinoCarioca, que mencionava conteúdos supostamente extraídos de celulares ligados a investigações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e fazia referência ao atentado contra Jair Bolsonaro.
Na publicação original, o perfil escreveu:
“Vocês estão assustados com os prints do celular do Vorcaro? Imaginem os prints dos celulares de Adélio Bispo. Quem mandou matar Jair Bolsonaro?”
A mensagem do usuário @MarcosB51733320 apareceu logo abaixo, em tom de resposta, mencionando a possibilidade de um ataque contra o senador.
Além disso, o mesmo perfil também teria publicado outro conteúdo com uma imagem de Adélio Bispo — autor da facada contra Bolsonaro durante ato de campanha em Juiz de Fora, em Minas Gerais — acompanhada da frase: “ANISTIA PARA ADÉLIO! Ele só tentou, mas não conseguiu finalizar o golpe!!”.
O boletim foi registrado na manhã deste sábado pela Coordenação de Polícia de Investigação e Judiciária da Secretaria de Polícia do Senado, responsável pela segurança institucional da Casa. No documento, Flávio Bolsonaro aparece como vítima e comunicante da ocorrência.
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A partir do registro, o caso poderá ser encaminhado para investigação para apurar a autoria da publicação e eventual responsabilização criminal do autor.