Campanha tenta atribuir ao petista avanço dos jogos e vê no tema caminho para diminuir resistência entre eleitoras
Na reta final do primeiro turno das eleições, Flávio Bolsonaro (PL) passou a explorar o tema das apostas on-line em seus ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A estratégia da campanha é associar o crescimento das bets ao atual governo e abordar o impacto das dívidas provocadas pelos jogos sobre o orçamento das famílias.
Durante uma transmissão ao vivo na quarta-feira (23), Flávio chamou Lula de “pai do tigrinho” e afirmou que pretende acabar com os cassinos virtuais caso seja eleito. O senador citou jogos como o chamado “tigrinho”, enquanto indicou que as apostas esportivas poderiam continuar funcionando sob algum tipo de controle.
A campanha também passou a explorar o assunto entre as mulheres. Segundo aliados do candidato, os prejuízos financeiros provocados pelas apostas podem atingir diretamente o orçamento familiar, e o tema vem sendo utilizado como parte da estratégia para diminuir a resistência de eleitoras ao candidato.
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Flávio tem responsabilizado Lula pela expansão das apostas e criticado a fiscalização do setor. O histórico regulatório, porém, começou antes do atual governo: a autorização para apostas de quota fixa foi sancionada em 2018, durante o governo Michel Temer. Em 2023, já na gestão Lula, o Congresso e o governo avançaram na regulamentação e tributação das apostas on-line, incluindo os cassinos virtuais entre as modalidades permitidas.

Foto: Reprodução
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O tema ganhou espaço na campanha em meio à discussão do governo federal sobre novas restrições às apostas on-line. Uma das possibilidades em análise envolve também as apostas esportivas, enquanto outra concentra as medidas nos cassinos e demais jogos virtuais. A discussão ocorre a poucos dias do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.