Candidato do PL criticou o projeto e afirmou que o petista quer acelerar aprovação da PEC por causa do segundo turno das eleições
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) criticou nesta quarta-feira (7) a defesa feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo fim da escala 6x1. Em declaração durante a campanha, Flávio afirmou que a redução da jornada não resolveria os problemas dos trabalhadores caso provocasse aumento do desemprego. “Não adianta com todo mundo desempregado”, disse.
Flávio também acusou Lula de utilizar a proposta com objetivos eleitorais. Segundo o candidato, o presidente poderia ter avançado com a medida durante os quatro anos de governo e estaria retomando o tema agora, durante o segundo turno. A proposta é uma das principais bandeiras trabalhistas apresentadas por Lula na campanha.
A PEC em discussão no Senado prevê a redução da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso remunerado e sem redução salarial. O texto foi aprovado pela Câmara e começou a ser debatido pelos senadores nesta semana. Para avançar, a proposta precisa ser aprovada em dois turnos por pelo menos 49 dos 81 senadores.
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Como alternativa, Flávio defende uma proposta que permite ao trabalhador e ao empregador negociar a jornada de acordo com as necessidades de cada caso. O modelo prevê remuneração proporcional às horas trabalhadas e também regras proporcionais para benefícios como férias, 13º salário e FGTS.
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O debate sobre o fim da escala 6x1 ganhou força no segundo turno da eleição presidencial. Enquanto Lula defende a redução da jornada como forma de ampliar o tempo de descanso e convivência familiar, Flávio questiona os possíveis impactos sobre empresas, salários e empregos e afirma que a discussão deveria considerar também os efeitos econômicos da mudança.