Diretora-gerente do Fundo diz que preços elevados de energia, inflação persistente e riscos do boom de inteligência artificial também ameaçam a economia mundial
A dívida pública brasileira deve continuar avançando e chegar perto de 100% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, segundo projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI). O cálculo considera a dívida bruta do governo geral e utiliza uma metodologia diferente da adotada pelo Banco Central brasileiro.
Pela estimativa do Fundo, a dívida bruta deve alcançar cerca de 98% do PIB neste ano. A projeção inclui União, estados e municípios e considera títulos do Tesouro que não entram no cálculo utilizado pelas autoridades brasileiras. Para os anos seguintes, o cenário também aponta uma trajetória de alta.
O FMI projeta que a dívida continue crescendo até atingir aproximadamente 106% do PIB em 2035, caso sejam mantidas as condições previstas no cenário-base. Segundo o organismo, a trajetória poderá ser estabilizada com medidas adicionais para melhorar o resultado fiscal e conter o avanço dos gastos obrigatórios.
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Os dados do Banco Central mostram que, pela metodologia oficial brasileira, a Dívida Bruta do Governo Geral chegou a R$ 11,1 trilhões em agosto, equivalente a 82,9% do PIB. A alta foi influenciada principalmente pela incorporação dos juros nominais e pela variação cambial.
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O FMI avalia que um esforço fiscal mais ambicioso é necessário para colocar a dívida em uma trajetória de queda e abrir espaço para investimentos prioritários. O organismo também aponta que juros elevados, aumento das despesas obrigatórias e benefícios tributários pressionam as contas públicas e dificultam a redução do endividamento.