Investigação aponta que quadrilha fraudava contas de clientes da Caixa Econômica Federal, incluindo beneficiários do FGTS e do auxílio emergencial. Grupo teria desviado ao menos R$ 45 milhões
Uma investigação da Polícia Federal revelou como organizações criminosas conseguiam acessar contas da Caixa Econômica Federal para desviar recursos de programas sociais, FGTS, seguro-desemprego e outros benefícios pagos pelo governo. O esquema, que causou prejuízo bilionário ao longo dos últimos anos, contou com a participação de funcionários da instituição financeira, segundo as investigações.
De acordo com a apuração, os criminosos obtinham milhares de números de CPF e identificavam quais pessoas possuíam benefícios ativos. Em seguida, servidores envolvidos no esquema forneciam informações sigilosas que permitiam aos golpistas alterar dados cadastrais das vítimas, assumir o controle das contas no aplicativo Caixa Tem e realizar transferências para contas controladas pela quadrilha.
A Polícia Federal informou que os criminosos utilizavam programas automatizados para acessar repetidamente o sistema e localizar contas com saldo disponível. Como muitos benefícios tinham valores relativamente baixos, o golpe era repetido milhares de vezes, dificultando a percepção imediata das fraudes.
Veja também
.jpg)
Patrimônio de Jaques Wagner salta de R$ 3,3 milhões para R$ 24,5 milhões em oito anos
Câmara de Manaus convoca presidente da Âmbar Energia para explicar aumento nas contas de luz
Segundo a Caixa Econômica Federal, os valores desviados das vítimas foram restituídos. O banco afirmou que mantém sistemas de monitoramento e inteligência artificial para identificar movimentações suspeitas e que colabora com as investigações conduzidas pela Polícia Federal.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
As investigações continuam para identificar todos os envolvidos no esquema. A Polícia Federal acredita que diferentes quadrilhas atuavam de forma semelhante em várias regiões do país, utilizando fraudes digitais e o acesso indevido a informações cadastrais para desviar recursos destinados a milhões de brasileiros beneficiários de programas sociais.