Com o avanço das queimadas, especialistas alertam para o aumento dos problemas respiratórios e reforçam a importância de proteger os grupos mais vulneráveis.
A intensificação das queimadas durante o período de estiagem tem comprometido a qualidade do ar em diversas regiões do Amazonas, elevando o risco de problemas respiratórios e exigindo cuidados redobrados com a saúde, principalmente entre crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias.
De acordo com a médica de família Rosana Ferreira, a fumaça contém partículas finas e gases que, ao serem inalados, provocam inflamações em diferentes partes do sistema respiratório, desde as vias nasais até os pulmões. Pessoas com bronquite, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), asma e alergias podem apresentar agravamento dos sintomas e maior vulnerabilidade a infecções.
Para reduzir os impactos da fumaça, a especialista recomenda manter uma boa hidratação, utilizar soro fisiológico para higienizar as narinas e umidificar ambientes fechados com vaporizadores ou outros métodos seguros. Em dias de maior concentração de fumaça, a orientação é evitar atividades ao ar livre e manter crianças e idosos em ambientes internos sempre que possível.
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O cenário tem preocupado autoridades e especialistas, já que diversos municípios amazonenses registram qualidade do ar classificada como moderada, ruim e, em alguns casos, péssima. Anavilhanas aparece entre as áreas mais afetadas, enquanto cidades como Itacoatiara e Parintins também apresentam índices preocupantes, especialmente durante a noite, quando a fumaça costuma se intensificar.
A população pode acompanhar as condições do ar por meio do aplicativo Selva, que monitora os índices de qualidade em diferentes regiões do estado.
Além da piora na qualidade do ar, o Amazonas registrou um aumento expressivo no número de focos de calor nas primeiras semanas de agosto. Apuí lidera o ranking de ocorrências, seguido por Novo Aripuanã, Careiro, Autazes e Presidente Figueiredo.
Em Apuí, um incêndio de grandes proporções já ultrapassa duas semanas de duração e se estende por aproximadamente 200 quilômetros. Segundo informações divulgadas, a suspeita é de que o fogo esteja relacionado à abertura irregular de áreas para pastagens e roçados. A distância do foco principal em relação à área urbana também dificulta a atuação contínua das equipes de combate, que precisam manter estrutura disponível para atender outras emergências no município.
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O cenário reacende o alerta para os impactos das queimadas na saúde pública e reforça a necessidade de ações de prevenção, fiscalização e combate aos incêndios que atingem o estado durante o período de estiagem.