Metrópoles como Detroit, Chicago, Washington D.C. e Nova York frequentemente entram no topo dos rankings de pior qualidade do ar do mundo
A fumaça provocada pelos incêndios florestais que atingem o Canadá tem se espalhado por diversas regiões dos Estados Unidos, comprometendo a qualidade do ar e colocando mais de 120 milhões de pessoas em situação de risco. Segundo autoridades meteorológicas, a poluição atmosférica deve persistir até este sábado (18), com novas ondas de fumaça avançando em direção ao sul do território norte-americano.
Embora os incêndios estejam concentrados a centenas de quilômetros de distância, uma combinação de fatores climáticos favorece o transporte da fumaça para grandes centros urbanos dos EUA.
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Entre os principais fatores estão a intensidade dos incêndios, impulsionados por ondas de calor e longos períodos de seca no Canadá; as correntes de vento, que carregam as plumas de fumaça para o sul e o leste; e os sistemas de alta pressão, que impedem a dispersão das partículas e mantêm a poluição próxima ao solo.
As cidades mais afetadas incluem Detroit, Chicago, Washington D.C. e Nova York, que chegaram a figurar entre as localidades com pior qualidade do ar no mundo nos últimos dias.
A fumaça contém partículas finas conhecidas como PM2.5, capazes de penetrar profundamente nos pulmões e na corrente sanguínea. A exposição pode provocar problemas respiratórios, agravar doenças cardíacas, diabetes e outras condições de saúde.
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Diante do cenário, o Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos (NWS) recomenda que a população reduza atividades ao ar livre, evite a exposição à fumaça e mantenha portas e janelas fechadas, especialmente durante a noite.