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Japão aprova mudanças na sucessão imperial, mas mantém veto a mulheres no trono
Foto: Philip Fong/AFP

Lei da Casa Imperial do Japão, em vigor desde 1947, não permite que mulheres ascendam ao Trono do Crisântemo, um direito que só pode ser transmitido pela linhagem masculina

O Parlamento do Japão aprovou uma reforma nas regras de sucessão imperial com o objetivo de tentar garantir a continuidade da monarquia, mas decidiu manter a proibição de que mulheres assumam o chamado Trono do Crisântemo, como é conhecido o cargo de imperador japonês. A mudança ocorre em meio à preocupação com a redução do número de herdeiros homens dentro da família imperial.

 

A nova legislação permite medidas para ampliar o número de possíveis integrantes da família imperial, incluindo a adoção de parentes homens de ramos distantes da antiga linhagem imperial. A estratégia busca preservar a tradição de sucessão exclusivamente masculina, defendida por setores conservadores do país.

 

Com a decisão, a princesa Aiko, filha única do imperador Naruhito, continua impedida de assumir o trono, apesar de sua popularidade entre os japoneses e do apoio de parte da população à possibilidade de uma mulher ocupar o cargo. Pesquisas apontam que muitos cidadãos defendem uma mudança nas regras para permitir uma imperatriz reinante.

 

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O debate sobre a sucessão ganhou força porque a família imperial japonesa enfrenta uma das maiores crises de sua história recente: há poucos homens elegíveis para ocupar o trono. Atualmente, a linha sucessória depende principalmente do príncipe Hisahito, sobrinho de Naruhito e um dos poucos herdeiros masculinos da geração mais jovem.

 

A decisão também provocou críticas de grupos que defendem uma modernização da monarquia. Os opositores argumentam que a manutenção da regra masculina pode comprometer o futuro da instituição, enquanto apoiadores afirmam que a preservação da linhagem masculina é essencial para manter a tradição imperial japonesa.

 

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Apesar da reforma, o tema da sucessão deve continuar sendo debatido no Japão. A queda no número de membros da família imperial e a pressão por mudanças indicam que a discussão sobre o papel das mulheres na linha sucessória ainda está longe de ser encerrada.

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