Previsão é investir R$ 2,5 milhões para quem protege a floresta
O Fundo Amazônia anunciou a criação de um prêmio inédito voltado ao reconhecimento de iniciativas desenvolvidas por povos indígenas, quilombolas e demais comunidades tradicionais que atuam na preservação da floresta. A ação, realizada em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério do Meio Ambiente, pretende fortalecer projetos já existentes que contribuem diretamente para a proteção dos territórios na Amazônia Legal.
Batizado de “Prêmio Fundo Amazônia – Conhecer e Reconhecer”, o programa vai distribuir um total de R$ 2,5 milhões, contemplando 50 iniciativas com apoio financeiro de R$ 50 mil cada. A divisão busca garantir representatividade, com vagas destinadas a organizações indígenas, quilombolas e outros segmentos de povos tradicionais.
A proposta do prêmio vai além do incentivo financeiro. A ideia é dar visibilidade às práticas desenvolvidas por essas comunidades, reconhecendo o papel fundamental que desempenham na conservação ambiental e no equilíbrio climático. Autoridades destacam que esses grupos são protagonistas na manutenção da floresta em pé, atuando como verdadeiros guardiões da biodiversidade amazônica.
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Podem participar iniciativas já realizadas e que apresentem resultados concretos nos territórios. Entre as ações elegíveis estão projetos de monitoramento ambiental, restauração ecológica, preservação da biodiversidade, organização comunitária, práticas culturais ligadas à gestão territorial, além de estratégias de adaptação às mudanças climáticas, segurança alimentar e prevenção de incêndios florestais.

Foto: Reprodução
As inscrições estão abertas até julho de 2026 e devem ser feitas por meio de edital público disponível nos canais oficiais do fundo. O processo de seleção será dividido em duas etapas: uma análise inicial de critérios técnicos e documentais e, posteriormente, uma avaliação qualitativa conduzida por comissões específicas para cada grupo participante.
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Com a iniciativa, o Fundo Amazônia busca não apenas apoiar financeiramente essas experiências, mas também ampliar o reconhecimento nacional e internacional das práticas sustentáveis desenvolvidas nos territórios, reforçando a importância dos saberes tradicionais na preservação do meio ambiente e no futuro climático do planeta.