Presidente do Banco Central foi ouvido nesta terça-feira durante investigação sobre supostas fraudes na instituição financeira
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, prestou depoimento à Polícia Federal nesta terça-feira (6/10) no inquérito que investiga supostas fraudes envolvendo o Banco Master. Ele foi ouvido na condição de testemunha.
As autoridades não divulgaram informações sobre o conteúdo do depoimento nem sobre os questionamentos feitos ao presidente do Banco Central durante a oitiva.
Galípolo foi o responsável por determinar a liquidação do Banco Master em novembro do ano passado. A medida foi oficializada no mesmo dia em que ocorreu a primeira fase da Operação Compliance Zero, investigação que apura possíveis irregularidades envolvendo a instituição financeira.
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RELAÇÃO COM INTEGRANTES DO BANCO CENTRAL
As investigações apontaram que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro mantinha relações próximas com integrantes da cúpula do Banco Central.
Entre os investigados estão Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de Fiscalização, e Belline Santana, ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária. Os dois são suspeitos de terem recebido cerca de R$ 12 milhões em propinas e foram afastados de suas funções.
Em agosto, durante depoimento à Polícia Federal, Vorcaro afirmou que havia uma postura de concordância dentro do Banco Central em relação à tentativa de fusão entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB).
Segundo o ex-banqueiro, essa postura também envolveria Galípolo. A operação, no entanto, não foi aprovada pelo Banco Central.
“O Banco Central como um todo” mantinha, segundo Vorcaro, uma postura de “concordância e incentivo à conclusão da fusão” entre as instituições.
INVESTIGAÇÃO CONTINUA
O depoimento de Galípolo ocorre em meio ao avanço das investigações sobre as operações do Banco Master e as relações mantidas por integrantes da instituição com agentes do sistema financeiro.
Como foi ouvido na condição de testemunha, o presidente do Banco Central não é apontado, neste depoimento, como investigado pela Polícia Federal. O teor da oitiva ainda não foi divulgado pelas autoridades.
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