Apesar do aumento, o impacto estimado para o consumidor final deve ser de até R$ 0,04 por litro nos postos
A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (28) um reajuste de R$ 0,48 por litro no preço da gasolina A vendida às distribuidoras. Apesar do aumento, o impacto estimado para o consumidor final deve ser de até R$ 0,04 por litro nos postos.
Segundo a estatal, a diferença ocorre devido à mistura obrigatória de 30% de etanol anidro na composição da gasolina comercializada nas bombas, além da subvenção criada pelo governo federal para reduzir os efeitos do reajuste.
“Para o consumidor, considerando que a gasolina C vendida nos postos é obtida a partir da mistura obrigatória de 70% de gasolina A e 30% de etanol anidro, a parcela da Petrobras na composição do preço final passará dos atuais R$ 1,80 para R$ 1,83 por litro”, informou a companhia.
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Na última terça-feira (26), o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou um decreto prevendo subvenção de até R$ 0,44 por litro para amenizar o impacto do reajuste ao consumidor.
O aumento já vinha sendo sinalizado pelo mercado e havia sido antecipado pela presidente da Petrobras, Magda Chambriard, nas últimas semanas. A estatal aguardava apenas a definição das medidas de compensação do governo federal.
Essa é a primeira mudança no preço da gasolina nas refinarias da Petrobras desde outubro de 2025, quando a empresa promoveu uma redução de 4,9%.
O reajuste ocorre em meio à alta internacional do petróleo provocada pelo agravamento da guerra no Irã. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, o preço de paridade de importação da gasolina nos portos brasileiros subiu quase 80% desde o início do conflito no Oriente Médio.
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De acordo com a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis, antes do reajuste a gasolina vendida pela Petrobras estava R$ 1,37 por litro abaixo da paridade internacional. A alta também reflete o aumento da demanda por combustíveis no Hemisfério Norte, especialmente nos Estados Unidos, durante o período de verão.