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Gasolina terá mais etanol a partir de agosto, mas impacto no bolso deve ser pequeno
Foto: Reprodução

Gasolina: executivos do setor estimam que a queda do preço na bomba pode ser da ordem de 2%

A gasolina vendida nos postos brasileiros passará a ter uma proporção maior de etanol a partir de 1º de agosto. O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro de 30% para 32%, e o governo já estuda elevar esse percentual para 35% nos próximos anos.

 

Segundo o Ministério de Minas e Energia, a medida busca reduzir a dependência da gasolina importada diante da alta do petróleo no mercado internacional. A estimativa do governo é que o preço da gasolina caia cerca de R$ 0,03 por litro.

 

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Especialistas, porém, afirmam que o impacto para o consumidor pode ser praticamente imperceptível. Embora o etanol seja mais barato, ele possui menor rendimento energético, fazendo com que o veículo consuma mais combustível para percorrer a mesma distância.

 

Atualmente, o Brasil importa cerca de 15% da gasolina consumida no país. Com a nova mistura, o governo calcula que será possível evitar a importação de aproximadamente 450 milhões de litros de gasolina, aumentando a participação do etanol produzido no Brasil.

 

O setor sucroenergético comemorou a decisão e estima que a demanda por etanol anidro crescerá cerca de 1 bilhão de litros por ano. Já entidades que representam distribuidoras, importadores e postos de combustíveis demonstraram preocupação com possíveis impactos em veículos movidos exclusivamente a gasolina, principalmente os modelos mais antigos.

 

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O Ministério de Minas e Energia afirma que testes realizados não identificaram problemas relevantes no funcionamento dos veículos, inclusive os que não são flex, e informou que continuam os estudos para avaliar a viabilidade de ampliar a mistura para 35%. 

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