Segundo Marcos Mendes, pesquisador do Insper e ex-assessor do Ministério da Fazenda no governo Michel Temer, rombo maior aparece no crescimento da dívida pública
Levantamento divulgado nesta quinta-feira aponta que medidas adotadas pelo governo federal podem representar um impacto de aproximadamente R$ 215 bilhões em 2026, ano marcado pelas eleições presidenciais. Segundo a análise, a maior parte desses recursos ficaria fora dos limites estabelecidos pelo arcabouço fiscal.
Os números reacenderam o debate entre economistas, especialistas em contas públicas e integrantes do mercado financeiro sobre os efeitos dessas despesas nas metas fiscais do país. A avaliação é de que programas sociais, benefícios e outras iniciativas anunciadas pelo governo terão peso significativo nas contas públicas ao longo do próximo ano.
De acordo com o estudo, cerca de 96% do montante previsto estaria fora das regras principais do arcabouço fiscal, mecanismo criado para controlar o crescimento dos gastos públicos e garantir maior equilíbrio das contas do governo.
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Defensores das medidas argumentam que os recursos são fundamentais para estimular a economia, ampliar programas sociais e fortalecer áreas consideradas estratégicas. Já críticos alertam para possíveis impactos sobre a dívida pública e para os desafios de cumprir as metas fiscais estabelecidas para os próximos anos.
O tema deve ganhar ainda mais destaque nos próximos meses, principalmente por ocorrer em um período de intensa movimentação política e eleitoral. A expectativa é que governo, Congresso Nacional e agentes do mercado continuem debatendo os efeitos das medidas e seus reflexos na economia brasileira.
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Enquanto isso, investidores e analistas acompanham com atenção os desdobramentos das políticas anunciadas, avaliando como elas poderão influenciar o cenário fiscal e econômico do país nos próximos anos.