Decisão da Segunda Turma consolida maioria para manter detenção de Daniel Vorcaro em investigação por crimes financeiros.
O ministro Gilmar Mendes votou para acompanhar o relator André Mendonça e confirmar a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, durante julgamento realizado pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal.
Presidente do colegiado, Gilmar foi o último a se manifestar no plenário virtual, cujo julgamento teve início no dia 13 de março e foi concluído nesta sexta-feira (20). Com o voto, formou-se maioria de 4 a 0 pela manutenção da prisão preventiva.
Além de Mendonça e Gilmar, também votaram a favor da medida os ministros Kassio Nunes Marques e Luiz Fux. Já o ministro Dias Toffoli se declarou suspeito e não participou da análise, alegando motivos de foro íntimo.
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Vorcaro, que é proprietário do Banco Master, foi transferido na quinta-feira (19) para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília. A mudança ocorre em meio a negociações relacionadas a um possível acordo de delação premiada.
O banqueiro é investigado no âmbito da terceira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada no início de março. As apurações envolvem suspeitas de crimes financeiros, incluindo pagamentos indevidos a agentes públicos.
Além disso, a investigação aponta a possível participação de Vorcaro em uma estrutura descrita pela Polícia Federal como “milícia privada”, que teria atuado no monitoramento de autoridades e jornalistas.
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Com a decisão da Segunda Turma, fica mantida a prisão preventiva do investigado, enquanto o caso segue em apuração nas instâncias competentes.