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Glicose elevada pode levar à gordura no fígado? Endocrinologista detalha a ligação entre as duas condições
Foto: Reprodução

Especialista explica como o excesso de açúcar no sangue favorece a esteatose hepática e cria um ciclo perigoso para o metabolismo

A relação entre glicose alta e gordura no fígado tem despertado grande interesse dos leitores, especialmente porque a esteatose hepática já atinge cerca de 30% da população brasileira. Para esclarecer se o aumento do açúcar no sangue pode, de fato, contribuir para o desenvolvimento do problema, a endocrinologista e metabologista Jacy Maria Alves explica como essas duas condições estão profundamente conectadas.

 

De acordo com a médica, o descontrole da glicemia é um dos principais fatores de risco para a saúde do fígado, órgão responsável por mais de 500 funções essenciais no organismo, como a desintoxicação do sangue, o armazenamento de vitaminas e a regulação da energia. “Quando falamos em proteger o fígado, não basta olhar apenas para o consumo de álcool. O excesso de glicose também tem um impacto direto e muitas vezes silencioso”, alerta a especialista, que é mestra em medicina interna.

 

Para facilitar a compreensão, Jacy propõe uma analogia: o fígado funciona como uma grande central de processamento de energia. Quando há glicose em excesso circulando no sangue situação comum em pessoas que consomem grandes quantidades de açúcares e carboidratos refinados o organismo precisa dar um destino a essa energia sobrando. “Como não é possível armazenar tudo na forma de glicogênio, o fígado passa a converter esse excesso em gordura”, explica.

 

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Esse processo leva à produção de triglicerídeos, que acabam se acumulando dentro das próprias células hepáticas. Segundo a endocrinologista, o problema se agrava quando a glicose permanece elevada de forma crônica, como ocorre em casos de resistência à insulina ou diabetes tipo 2. “O fígado entra em um estado permanente de estocagem, perde eficiência na queima de gordura e começa a adoecer”, afirma.

 

O cenário se torna ainda mais preocupante porque a gordura acumulada no fígado interfere na ação da insulina, hormônio responsável por controlar os níveis de açúcar no sangue. “Com a insulina funcionando mal, a glicose sobe ainda mais, o que estimula a produção de mais gordura hepática. É um verdadeiro ciclo vicioso que conecta diretamente o diabetes à esteatose hepática”, destaca a médica.

 

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Segundo a especialista em medicina do estilo de vida, romper esse ciclo exige mudanças que vão além do uso de medicamentos. Alimentação equilibrada, redução do consumo de açúcares e ultraprocessados, prática regular de atividade física e controle do peso são medidas fundamentais para proteger o fígado e manter a glicemia sob controle. “Cuidar do açúcar no sangue é, também, uma forma de cuidar do fígado”, conclui. 

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