Organizações criminosas se passavam por advogados, consultavam ações no DF e aplicavam fraudes milionárias em vítimas
A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, nesta terça-feira (3), uma operação contra duas organizações criminosas especializadas no golpe do “falso advogado”. As investigações revelaram que os suspeitos conseguiam acessar senhas de profissionais da advocacia vazadas na internet, o que lhes permitia consultar processos no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) e na Justiça Federal, conferindo aparência de legitimidade às fraudes.
Segundo a 17ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Norte), os inquéritos identificaram dois grupos de estelionatários com atuação a partir da Zona Leste de São Paulo. A operação resultou no cumprimento de cinco prisões preventivas, além da execução de dez mandados de busca e apreensão e ordens de sequestro de valores, todas realizadas no estado paulista.
As investigações começaram em julho do ano passado, após moradores de Taguatinga (DF) serem abordados por golpistas que se apresentavam como advogados responsáveis por seus processos. De posse de informações detalhadas sobre as ações judiciais, os criminosos exigiam pagamentos sob o pretexto de taxas para liberação de valores. Convencidas da veracidade do contato, as vítimas chegaram a transferir R$ 30 mil e R$ 50 mil.
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De acordo com a polícia, o esquema começava com o acesso indevido aos e-mails de advogados, obtidos por meio de bancos de dados com senhas vazadas. Com isso, os criminosos conseguiam redefinir credenciais no sistema PJe, assumindo o controle dos perfis e ampliando o acesso às plataformas de consulta processual. Os investigados responderão por estelionato eletrônico, lavagem de dinheiro e organização criminosa e permanecem à disposição da Justiça.

Foto: Reprodução
A reportagem procurou o TJDFT para comentar o caso. O espaço segue aberto para manifestação do tribunal.

Foto: Reprodução
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