Levantamento da Nexus analisou 39,7 mil menções a problemas de segurança digital, incluindo relatos de vítimas, e identificou golpes com uso de inteligência artificial
Criminosos estão usando inteligência artificial para tornar golpes digitais cada vez mais convincentes no Brasil. Em vez de apenas roubar senhas e dados pessoais, os golpistas passaram a recorrer a ferramentas capazes de reproduzir voz, imagem e até a identidade de uma pessoa, segundo levantamento da Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados.
O estudo analisou menções relacionadas à segurança digital nas redes sociais entre janeiro e julho de 2026. Nesse período, foram identificadas 39,7 mil menções a problemas de segurança enfrentados por consumidores. Deste total, cerca de 2,8 mil, ou 7,3%, estavam relacionadas à manipulação de dados pessoais.
A inteligência artificial pode ser usada pelos criminosos para criar perfis falsos e reproduzir características de pessoas reais a partir de fotos, vídeos e áudios disponíveis na internet. Com essas informações, o golpista consegue se passar por um familiar, amigo ou outra pessoa conhecida da vítima, tornando a abordagem muito mais difícil de identificar.
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O levantamento também encontrou 9,1 mil menções relacionadas a Pix e transações financeiras, muitas delas associadas a preocupações com fraudes. A evolução das ferramentas de IA aumenta o risco de golpes de engenharia social, já que mensagens, imagens e áudios falsificados podem parecer cada vez mais autênticos.
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A chamada deepfake é uma das tecnologias utilizadas nesse tipo de fraude. Ela permite criar ou alterar imagens, vídeos e áudios de maneira realista. Especialistas alertam que, enquanto os criminosos avançam no uso dessas ferramentas, parte da população ainda tem dificuldade para reconhecer conteúdos manipulados e identificar novas modalidades de golpe.