Equipamento herdado de um projeto militar terá como missão vasculhar grandes regiões do cosmos e investigar mundos distantes, além de fenômenos ainda pouco compreendidos
A Nasa se prepara para lançar o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, um observatório que promete ampliar significativamente a capacidade de mapear grandes regiões do Universo. Conhecido pelo apelido de “Big Brother”, o equipamento terá um campo de visão cerca de 100 vezes maior que o do Hubble em determinadas observações, permitindo registrar uma quantidade muito maior de objetos em cada imagem. O lançamento está previsto para o fim de agosto, a bordo de um foguete Falcon Heavy, da SpaceX.
O telescópio foi desenvolvido para observar o Universo em grande escala e investigar fenômenos que vão desde a evolução das galáxias até a formação e distribuição de estrelas. Um de seus principais diferenciais será justamente a capacidade de observar grandes áreas do céu de uma só vez, o que deve acelerar a coleta de dados e permitir a construção de mapas mais detalhados da estrutura do cosmos.
O Roman também terá uma missão importante na busca por exoplanetas, planetas que orbitam outras estrelas. Um de seus instrumentos será capaz de bloquear a luz intensa das estrelas para tentar registrar diretamente planetas gigantes ao seu redor. O equipamento também fará buscas por meio de microlentes gravitacionais, técnica que pode revelar mundos que são difíceis de detectar pelos métodos tradicionais.
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Apesar de ter um espelho primário de 2,4 metros, semelhante em tamanho ao utilizado pelo Hubble, o Roman foi projetado para aproveitar uma área de observação muito maior. O equipamento terá 18 detectores capazes de trabalhar com luz visível e infravermelha próxima, além de produzir imagens e espectros de objetos celestes. A missão também deverá ajudar cientistas a estudar a energia escura, a evolução das galáxias e a estrutura em larga escala do Universo.
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O projeto tem custo estimado em US$ 4,3 bilhões e foi planejado para uma missão inicial de pelo menos cinco anos, com possibilidade de funcionamento por mais tempo. A expectativa dos cientistas é que a quantidade de dados produzida pelo Roman seja tão grande que o telescópio possa se tornar um dos observatórios astronômicos mais produtivos do mundo, abrindo novas possibilidades para compreender a origem, a evolução e a diversidade do Universo.