Novo recurso da busca foi apresentado durante o Google I/O, principal conferência da empresa; confira o que foi anunciado
O Google anunciou nesta terça-feira que irá integrar uma nova interface com inteligência artificial ao seu buscador, que é o mais usado do mundo. Chamado de AI Mode ( "Modo IA", em tradução livre), o recurso vai permitir ao usuário fazer pesquisas em várias etapas e com perguntas mais longas, em um dinâmica de "conversa", semelhante aos chatbots de IA.
A empresa afirma que a ferramenta representa uma “reinvenção completa da Busca”. O anúncio foi feito durante o Google I/O, principal evento da companhia, que acontece nos EUA. Além do novo modo de busca, a empresa também anunciou o início da integração de agentes automatizados em seus produtos.
O movimento de incluir mais IA na Busca acontece em meio à crescente concorrência no setor, especialmente com o avanço de plataformas baseadas em IA generativa, como o ChatGPT, da OpenAI.O próprio Google havia iniciado essa transição com o lançamento do AI Overviews, no ano passado, que oferece respostas geradas por IA no topo dos resultados de busca.
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O "AI Mode", segundo o Google, será liberado a partir desta terça-feira nos Estados Unidos e expandido para outros países ao longo dos próximos meses. Por trás da ferramenta, irá rodar o Gemini 2.5, modelo mais avançado de inteligência artificial da empresa. A funcionalidade ficará disponível como uma "aba"no buscador. Segundo o CEO do Google, Sundar Pichai, o recurso representa uma "reinvenção completa da busca".
— Você pode fazer perguntas mais longas e complexas — afirmou o executivo, ao apresentar a ferramenta à jornalistas. — E é possível ir além, com perguntas sequenciais. Todo esse progresso me mostra que estamos entrando em uma nova fase da transição para plataformas baseadas em IA.
A nova interface incorpora recursos de inteligência artificial específicos. Um deles é o "deep search", que faz buscas profundas em dezenas de fontes para gerar um resultado. Outro é o "Complex Data", que gera gráficos a partir de dados em tempo real. Há ainda a funcionalidade "Search Live", que permite que o usuário interaja por vídeo e voz com a inteligência artificial.
O Google também anunciou que o novo modo de busca também ser integrado a agentes automatizados, capazes de executar tarefas pelo usuário — como buscar ingressos, preencher formulários e concluir reservas ou compras diretamente na busca.
A estratégia do Google de incorporar IA tem levantado dúvidas sobre o futuro da web aberta. Ao centralizar respostas e tarefas dentro de sua própria interface, criadores de conteúdo tem temido que a empresa reduza o tráfego direto para outros sites. Em entrevista à jornalistas, Liz Reid, líder da área de buscas do Google, afirmou que os cliques gerados por páginas com AI Overviews são de “maior qualidade”, com usuários passando mais tempo nos sites acessados.
— É a nossa busca mais poderosa até agora, com os modelos mais avançados da linha Gemini no centro. Vamos também integrar as capacidades do AI Mode e do AI Overviews — explicou a executiva. — O AI Mode não é apenas uma experiência alimentada por IA do início ao fim, ele é também uma antecipação do que será a busca do futuro.
Além das mudanças na Busca, o Google anunciou uma série de produtos voltados à aplicação da IA em outros contextos. Entre eles, o Project Mariner, sistema que vai permitir que agentes automatizados usem o computador para executar tarefas, e o Google Beam, nova plataforma de videochamadas com reconstrução 3D em tempo real. Foi anunciado ainda o Flow, ferramenta para criação de cenas cinematográficas com base em descrições textuais e imagens, voltada a cineastas e produtores de conteúdo.
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Os recursos estarão disponíveis por meio do novo plano de assinatura Google AI Ultra, que reúne as funcionalidades mais recentes do ecossistema Gemini. A empresa também destacou o crescimento do uso de IA em seus produtos: o app Gemini já soma 400 milhões de usuários ativos mensais, e o volume de tokens processados por mês subiu quase 50 vezes des .
Fonte: O Globo