Área econômica também elevou de R$ 52 bilhões para R$ 81 bilhões a projeção de rombo nas contas do governo em 2026. Cálculo do Ministério do Planejamento também considera a liberação de R$ 1,9 bilhão para gastos de ministérios neste ano
O governo federal encontrou espaço no Orçamento de 2026 para acomodar o reajuste do Bolsa Família após revisar as estimativas de receitas e despesas. Segundo a equipe econômica, a margem surgiu principalmente pela redução da projeção de gastos com a Previdência Social, o Benefício de Prestação Continuada (BPC), pessoal e subsídios.
Com as mudanças, a previsão de déficit nas contas do governo neste ano passou de R$ 52 bilhões, equivalente a 0,38% do PIB, para R$ 80,9 bilhões, ou 0,59% do PIB. Mesmo com a piora da estimativa, a equipe econômica calcula que o resultado ficará dentro das regras previstas pelo arcabouço fiscal.
O ajuste também permitiu reduzir o bloqueio de recursos no Orçamento. A contenção total, que estava em R$ 17,9 bilhões, passou para R$ 16,1 bilhões. Com isso, houve uma liberação de R$ 15,5 bilhões do bloqueio relacionado ao limite de gastos, enquanto R$ 13,6 bilhões foram contingenciados para ajudar no cumprimento da meta fiscal.
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Ao todo, o governo indicou uma margem de R$ 1,9 bilhão para despesas dos ministérios. O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, afirmou, porém, que o dinheiro não será liberado imediatamente e que a pasta pretende manter uma reserva para avaliar as demandas dos órgãos públicos ao longo dos próximos meses.
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Entre os fatores que contribuíram para a revisão das contas estão receitas adicionais estimadas em cerca de R$ 50 bilhões relacionadas ao aumento do preço do petróleo, além de mudanças nas projeções de outras receitas e despesas. A equipe econômica também passou a considerar um cenário de maior pressão sobre as contas públicas ao longo de 2026.