Cadastro chega a 613 nomes após resgate de mais de 2 mil trabalhadores em condições degradantes
O Ministério do Trabalho e Emprego divulgou uma nova atualização do Cadastro de Empregadores flagrados explorando trabalhadores em condições análogas à escravidão, conhecido como “Lista Suja”. A versão mais recente, publicada no dia 6 de abril, reúne 613 nomes ativos, após a inclusão de 169 novos empregadores.
Entre os recém-incluídos, estão 102 pessoas físicas e 67 jurídicas, representando um aumento de 6,28% em relação à atualização anterior. Ao mesmo tempo, 225 nomes foram retirados por já terem cumprido o período de dois anos previsto de permanência na lista.
Os casos que motivaram a inclusão ocorreram entre 2020 e 2025 e resultaram no resgate de 2.247 trabalhadores submetidos a condições degradantes. As atividades com maior número de registros foram serviços domésticos, pecuária de corte, cultivo de café e construção civil.
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As ocorrências estão distribuídas em 21 estados, com destaque para Minas Gerais, São Paulo, Bahia e Paraíba, que lideram em número de inclusões.
O cadastro é atualizado semestralmente e tem como principal objetivo dar transparência às ações de combate ao trabalho escravo contemporâneo no país. A inclusão de nomes ocorre apenas após a conclusão de processos administrativos, garantindo o direito de defesa aos envolvidos.
A fiscalização é realizada por uma força-tarefa que envolve a Auditoria Fiscal do Trabalho, a Polícia Federal, o Ministério Público do Trabalho, o Ministério Público Federal e a Defensoria Pública da União.
Criada em 2003 e regulamentada atualmente por norma interministerial, a “Lista Suja” foi considerada constitucional pelo Supremo Tribunal Federal, que a definiu como uma ferramenta de transparência pública, e não como punição.
Desde 1995, o Grupo Especial de Fiscalização Móvel já resgatou mais de 68 mil trabalhadores em todo o país, reforçando a importância das ações de combate a esse tipo de exploração.
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Denúncias de trabalho análogo à escravidão podem ser feitas de forma anônima por meio do Sistema Ipê, plataforma criada em parceria com a Organização Internacional do Trabalho para facilitar o encaminhamento de casos e ampliar a proteção às vítimas.