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Governo avalia antecipar parte de aporte de R$ 6 bilhões aos Correios ainda em 2026
Foto: Reprodução

A equipe econômica do governo federal avalia antecipar para este ano parte do aporte de pelo menos R$ 6 bilhões previsto para os Correios. A proposta deverá ser levada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva antes do envio do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) ao Congresso Nacional.

 

A capitalização está prevista em contrato firmado pelos Correios com um grupo de bancos no fim do ano passado, dentro da operação de empréstimo de R$ 12 bilhões. O acordo estabelece que o aporte deve ser realizado até o fim de 2027. Até o momento, porém, nenhum valor foi repassado pela União.

 

A capitalização de empresas estatais é considerada uma despesa discricionária e precisa ser contabilizada dentro do limite de gastos estabelecido pelo arcabouço fiscal.

 

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Diante das restrições orçamentárias, a ideia inicial era realizar o aporte somente em 2027. Integrantes da equipe econômica, no entanto, avaliam que existe espaço para destinar ao menos uma parte dos recursos ainda em 2026, principalmente em razão das medidas de revisão e contenção de gastos adotadas pelo governo.

 

Atualmente, R$ 17,9 bilhões em despesas discricionárias estão bloqueados no Orçamento devido ao aumento das projeções de despesas obrigatórias. Segundo integrantes da equipe econômica, parte desses recursos poderá ser liberada nos próximos relatórios bimestrais.

 

Em maio, o governo havia bloqueado R$ 23,7 bilhões, mas R$ 5,7 bilhões foram liberados em julho. A avaliação é de que houve um nível elevado de cautela na contenção de despesas no primeiro semestre.

 

A decisão final sobre quando a capitalização será feita caberá ao presidente Lula. O prazo é considerado curto, já que o PLOA precisa ser enviado ao Congresso até 31 de agosto.

 

Caso o governo decida antecipar parte do aporte ainda em 2026, a previsão de gastos com os Correios no Orçamento de 2027 poderá ser reduzida.

 

CORREIOS BUSCAM NOVOS RECURSOS

 

Uma injeção de recursos da União ainda neste ano poderia reduzir a necessidade de novos empréstimos pelos Correios. Para isso, porém, a estatal precisaria ter previsibilidade sobre a data em que o dinheiro entraria em caixa.

 

Atualmente, os Correios também buscam R$ 7 bilhões em financiamentos com credores privados para tentar melhorar a situação financeira da empresa.

 

A estatal encerrou 2025 com prejuízo de R$ 8,5 bilhões, considerado o pior resultado de sua história. Para 2026, o rombo pode chegar a aproximadamente R$ 10 bilhões.

 

No primeiro trimestre deste ano, o déficit foi de R$ 3,1 bilhões. A empresa está passando por um processo de reestruturação, com medidas voltadas à redução de despesas e ao aumento de receitas.

 

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Nesta quinta-feira (20), os Correios abriram um novo Programa de Demissão Voluntária (PDV), com meta de adesão de 7 mil funcionários. A medida ocorre após o primeiro programa lançado neste ano não atingir o número esperado de desligamentos. 

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