Gestão do presidente americano Donald Trump ameaça ampliar taxas sobre produtos brasileiros
O governo brasileiro entra na última semana de negociações com os Estados Unidos tentando evitar a aplicação de novas tarifas sobre produtos nacionais. A decisão do governo americano é esperada para a próxima quarta-feira (15), e o Palácio do Planalto mantém os canais diplomáticos abertos na tentativa de impedir o chamado "tarifaço".
Nos bastidores, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com ministros das áreas econômica e das Relações Exteriores para definir a estratégia brasileira. A orientação é insistir no diálogo até o último momento, mesmo diante da avaliação de integrantes do governo de que a adoção das tarifas continua sendo o cenário mais provável.
O Brasil ainda tenta realizar uma nova rodada de conversas com o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer. A expectativa é obter detalhes sobre quais produtos poderão ser atingidos caso as medidas sejam confirmadas, permitindo ao governo avaliar os impactos sobre as exportações brasileiras.
Veja também

Petróleo dispara com novos ataques entre EUA e Irã e tensão sobre Estreito de Ormuz
Flávio diz que procurará China para negociar taxa de 55% sobre carnes
Segundo estimativas da Confederação Nacional da Indústria (CNI), cerca de 4,1 mil produtos brasileiros podem ser afetados pelas novas tarifas. Entre eles estão açúcar bruto, álcool etílico, molduras de madeira, hidróxido de alumínio e diversos itens da indústria de transformação, o que preocupa empresários e exportadores.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
Apesar da tensão, o governo brasileiro afirma que qualquer resposta só será definida após o anúncio oficial dos Estados Unidos. A intenção é analisar produto por produto antes de decidir sobre eventuais medidas de reciprocidade, mantendo a prioridade na negociação diplomática para evitar prejuízos ao comércio entre os dois países.