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Governo de Santa Catarina decreta estado de alerta climático devido a 'super El Niño'
Foto: Reprodução

Previsões apontam alto risco de tempesteades e deslizamentos no Sul do país, a partir de julho

O governo de Santa Catarina decretou, nesta segunda (18), estado de alerta climático como forma de se prevenir ao "super El Niño" previsto para o segundo semestre, que pode resultar em inundações e deslizamentos. O decreto, assinado pelo governador Jorginho Mello (PL), serve para agilizar a liberação de recursos e a execução de obras preventivas e emergenciais nas cidades catarinenses.

 

O decreto estadual tem duração de 180 dias, com possibilidade de prorrogação, e define agilidade na homologação de novos decretos municipais de emergência

 

"Na prática, o decreto antecipa toda a preparação para um desastre, a exemplo de desastre provocado pelo El Niño. Além da formação de um comitê de crise do Estado, toda redução de possibilidade de burocracia para aquisição de itens de assistência humanitária, traz ainda adesões municipais para também enfrentarem desastres, como inundações", explicou o coronel Fabiano de Souza, secretário de Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina.

 

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De acordo com informações da Defesa Civil, o período crítico de chuvas deve começar em setembro e se estender até janeiro de 2027.

 

Em 2024, Santa Catarina sofreu impactos do El Niño, com fortes chuvas, que forçaram cerca de 900 pessoas a deixarem suas casas. Naquele ano, o maior foco das tragédias foi o Rio Grande do Sul, com a morte de 185 pessoas.

 

O El Niño é um fenômeno causado pelo aquecimento acima da média das temperaturas do Oceano Pacífico. No Brasil, os efeitos práticos são o aumento de chuvas no Sul e a seca no Norte, além de ondas de calor na região central do país.

 

Nesse ano, as previsões metereológicas apontam que o fenômeno vai atuar em intensidade fraca a moderada entre o final do outorno e o inverno, mas terá intensidade forte a muito forte na primavera, especialmente em setembro.

 

— Já é praticamente certo que teremos um El Niño estabelecido no Oceano Pacífico Equatorial a partir de junho e julho. Muitas previsões indicam um El Niño de intensidade forte em função das anomalias da temperatura da superfície do mar projetadas em até +2,5°C, com seu pico máximo na nossa primavera e verão — explicou Wanderson Luiz Silva, meteorologista da UFRJ.

 

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No dia 14 de maio, a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos divulgou que há 82% de probabilidade de o El Niño começar até julho e 96% de chance de que ele se estenda até fevereiro de 2027.

 

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