Governo afirma que o fenômeno climático deve ser mais intenso do que o esperado e prepara uma revisão da previsão de inflação para 2026, que deve ficar acima da meta do Banco Central
O governo federal deve revisar para cima a projeção oficial da inflação de 2026 diante da intensificação dos efeitos do fenômeno climático El Niño. A estimativa, que em maio era de 4,5%, deve superar o teto da meta estabelecida pelo Banco Central, refletindo a pressão adicional sobre os preços, especialmente de alimentos e energia.
Segundo a secretária de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Débora Freire, o cenário climático se mostrou mais severo do que o inicialmente previsto, reduzindo a expectativa de desaceleração da inflação no segundo semestre. O El Niño, associado a mudanças no regime de chuvas e temperaturas, tende a afetar diretamente a produção agrícola e elevar custos em diversos setores.
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Apesar da revisão inflacionária, a equipe econômica mantém, por enquanto, a projeção de crescimento de 2,3% para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. No entanto, o governo reconhece que o cenário global, marcado por juros elevados nas principais economias, pode dificultar a expansão da atividade econômica nos próximos anos.
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A Fazenda também reforçou que o arcabouço fiscal continua sendo peça central da estratégia para equilibrar as contas públicas no médio prazo. Entre os principais desafios estão o controle do avanço das despesas obrigatórias e a ampliação da formalização no mercado de trabalho para fortalecer a arrecadação previdenciária.