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Governo dos EUA planeja encerrar monitoramento oceânico e gera reação de cientistas e parlamentares
Foto: Divulgação

Decisão da gestão Trump pode interromper coleta de dados essenciais sobre clima e oceanos, provocando críticas de especialistas e líderes políticos.

O governo do presidente Donald Trump anunciou planos para desativar um amplo sistema de monitoramento das profundezas oceânicas, utilizado por cientistas para estudar mudanças climáticas, correntes marítimas e ecossistemas marinhos. A medida, segundo as autoridades norte-americanas, busca reduzir gastos operacionais em cerca de US$ 48 milhões por ano.

 

Implantada em 2016 com investimento de aproximadamente US$ 368 milhões, a estrutura reúne mais de 900 equipamentos instalados em diferentes regiões dos oceanos Atlântico e Pacífico, além de áreas estratégicas próximas à Groenlândia e à Islândia. O sistema foi projetado para funcionar por pelo menos 25 anos, mas poderá ser encerrado antes do previsto.

 

A Fundação Nacional de Ciência dos Estados Unidos (NSF) informou que a retirada dos equipamentos deve começar ainda neste mês. A operação deverá durar cerca de 15 meses e resultará na interrupção de uma importante série histórica de dados científicos coletados em águas profundas.

 

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A decisão provocou reação de parlamentares democratas, que acusam o governo de comprometer pesquisas fundamentais para a compreensão dos efeitos das mudanças climáticas. Segundo eles, os dados produzidos pelo sistema ajudam a prever alterações nas correntes oceânicas, fenômenos climáticos extremos e impactos sobre a pesca e as comunidades costeiras.

 

O senador Chris Van Hollen afirmou que o encerramento do programa pode trazer prejuízos para setores econômicos e populações que dependem diretamente das informações geradas pelos pesquisadores. Já o senador Edward Markey classificou a iniciativa como mais um capítulo da disputa da atual administração com a comunidade científica.

 

Especialistas ambientais também demonstraram preocupação com a medida. Para organizações ligadas à conservação dos oceanos, abandonar uma estrutura considerada referência mundial representa uma perda significativa para a pesquisa científica internacional e para o monitoramento ambiental de longo prazo.

 

A proposta está alinhada com políticas defendidas por setores conservadores que criticam os altos investimentos federais em estudos climáticos. Ao longo dos últimos anos, a administração Trump tentou reduzir recursos destinados a programas de pesquisa sobre mudanças climáticas e monitoramento ambiental.

 

Apesar das críticas, a NSF afirmou que não pretende encerrar totalmente os estudos oceânicos. Segundo a fundação, a decisão faz parte de uma estratégia para direcionar investimentos a novas prioridades científicas e tecnologias emergentes.

 

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O debate sobre o futuro do sistema de observação dos oceanos continua mobilizando cientistas, parlamentares e entidades ambientais, que defendem a manutenção de uma das mais importantes redes de monitoramento marinho do mundo. 

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