Ministério da Saúde solicita avaliação de semaglutida e liraglutida para obesidade; incorporação ainda depende da análise da Conitec
O Ministério da Saúde protocolou na quinta-feira (24) um pedido para que a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) avalie a inclusão das chamadas canetas emagrecedoras no SUS. A proposta envolve medicamentos à base de semaglutida e liraglutida para o tratamento de pacientes com obesidade.
O pedido ainda não significa que os medicamentos serão distribuídos imediatamente pela rede pública. A Conitec deverá analisar as evidências científicas, a segurança, a eficácia e os custos do tratamento antes de emitir uma recomendação. O processo tem prazo de 180 dias, que pode ser prorrogado por mais 90 dias.
De acordo com o Ministério da Saúde, os preços das canetas emagrecedoras caíram cerca de 70% no Brasil em menos de um ano com o aumento da concorrência. Atualmente, 25 produtos desse tipo estão registrados no país, sendo 14 deles aprovados em 2026, incluindo medicamentos produzidos nacionalmente e versões genéricas.
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A pasta também realiza um estudo com cerca de 250 pessoas com obesidade grave ou associada a outras doenças no Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre. Os resultados devem ajudar a definir os critérios para uma eventual oferta dos medicamentos pelo SUS, caso a incorporação seja aprovada.
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Ainda não está definido quem poderá receber as canetas gratuitamente. A expectativa é que, em caso de aprovação, sejam estabelecidos critérios clínicos para priorizar pacientes nos quais o tratamento da obesidade possa trazer benefícios relevantes e reduzir complicações ou a necessidade de procedimentos mais complexos.